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• CPI da Câmara Legislativa do DF ouve general Gonçalves Dias nesta quinta-feira

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal ouve nesta quinta-feira (22), às 10h, o general Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República do governo Lula. O depoimento do general como testemunha na CPI seria no dia 15 de junho, mas a pedido do próprio depoente, foi adiado para esta quinta-feira.

Gonçalves Dias era ministro-chefe do GSI no dia 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Ele pediu demissão do cargo após a divulgação de um vídeo onde aparece no Palácio do Planalto durante a invasão.

As imagens revelaram que Dias teria orientado a atuação das pessoas que invadiram e depredaram o Planalto. Nos vídeos, o ex-ministro foi visto, às 16h29, sozinho no Palácio, caminhando pelo local e tentando abrir algumas portas. Depois, ele entra no gabinete presidencial e, em seguida, volta pelo mesmo corredor e conversa com os invasores para que deixem o prédio.

Convite

No dia 11 de maio, a CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa aprovou a alteração da convocação dos generais Gustavo Henrique Dutra (ouvido no dia 15 de maio), Augusto Heleno (ouvido no dia 1° de junho) e Gonçalves Dias para convite. Na prática, isso significa que os militares não são obrigados a comparecer, uma vez que apenas a presença mediante convocação é obrigatória.

“Recebemos uma delegação de militares, encaminhados pelo comandante do Exército brasileiro, onde ele pediu, se fosse possível, que nós transformássemos as convocações de três generais em convites, e aí ele garantiria a presença desses generais, uma vez sendo convidados”, disse na época o presidente da CPI, o deputado Chico Vigilante (PT).

 

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