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• filhote de bugio-preto nasce em zoológico de Gramado; espécie está ameaçada de extinção

Saudável e recebendo os cuidados da mãe. Assim está o novo morador do zoológico do Gramado, na Região da Serra. Já bajulado pela mãe e outra fêmea, o filhote de bugio-preto nasceu no final de junho e passou a ser o sexto da espécie a viver no local.

Segundo veterinário Jorge Lima, responsável técnico do GramadoZoo, o tempo de gestação de uma fêmea é de sete meses e os filhotes podem viver agarrados ao tórax da mãe por até 20 meses. Além disso, ele explica que a reprodução em cativeiro é um sinônimo de bem-estar animal. “O nascimento demonstra adaptação total ao manejo desenvolvido no zoológico”, fala o veterinário.

O nascimento de um bugio não chega a ser raro. Em média, nasce um por ano no local. O sexo ainda não foi identificado. A equipe optou por não separar os animais para não gerar estresse à família.

“Como o filhote está recebendo cuidado integral, não fizemos a contenção para evitar o estresse da mãe e dos demais integrantes da família”, afirma.

A espécie de bugio-preto está ameaçada de extinção. Além do desmatamento e da caça, a febre amarela também atinge os animais. De acordo com o zoológico, o bugio não transmite o vírus. Ele também é uma das vítimas.

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Segundo o veterinário, os animais ganham alimentos com alto valor nutricional durante a estação mais fria do ano. Recebem pinhão, polenta, amendoim e outros alimentos calóricos.

Além disso, no zoológico eles também ganham uma área aquecida para suportar as baixas temperaturas.

“Eles ganham reforço calórico na alimentação. A reprodução é resultado das ações de enriquecimento ambiental desenvolvidas no zoo”, fala Lima.

Outra curiosidade, é que os machos e fêmeas possuem coloração diferente. Apenas os machos adultos possuem pelagem na cor preta. Já as fêmeas e os filhotes, são amarelos.

G 1 RS

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