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• Vaca brasileira se torna a mais cara do mundo; Carina custa R$ 24 milhões, a banana é bem mais cara

O Brasil acaba de quebrar mais um recorde no mundo dos bovinos. Carina FIV do Kado, uma vaca da raça Nelore, se tornou a mais cara do mundo ao atingir uma valorização recorde de R$ 24 milhões. O feito aconteceu durante o Leilão Cataratas Collection, realizado em Foz do Iguaçu (PR), na última sexta-feira (22).

Com apenas três anos, Carina superou a antiga recordista mundial, Viatina-19, que nasceu em Nova Iguaçu de Goiás e havia sido avaliada em R$ 21 milhões no ano passado. Ambas pertencem à raça Nelore, que domina o mercado de gado de corte no Brasil.

Nascida em Piracicaba (SP), na Fazenda Pé da Serra, Carina é filha do touro Kayak TE Mafra e da matriz Dama 5 FIV HRO. O criador José Ricardo Benato, responsável pela sua criação, celebrou o marco. “Carina se tornou referência mundial, resultado de um trabalho genético de excelência”, declarou.

Além de ser tri Grande Campeã da ExpoInel (2023 e 2024) e vencedora da Expozebu 2024, a vaca mais cara do mundo é uma doadora de óvulos altamente requisitada, o que eleva ainda mais sua valorização. No leilão, uma cota de 25% do animal foi arrematada por R$ 6,015 milhões, consolidando o valor recorde.

Com o lance final, Carina passou a fazer parte de quatro grandes criatórios: Casa Branca Agropastoril, RS Agropecuária, RFA Agropecuária e Syagri Agropecuária. Esta última, localizada em Nova Ponte (MG), pagará o equivalente a 30 parcelas de R$ 200,5 mil pela nova recordista.

Banana na parede arrebenta no leilão e é vendida por R$ 36 milhões em Nova York

Quem diria que uma simples banana colada na parede se tornaria o centro das atenções e geraria uma venda milionária? Pois foi exatamente o que aconteceu na noite de quarta-feira em Nova York, quando a famosa obra do artista conceitual italiano Maurizio Cattelan, intitulada “Comedian”, foi arrematada por impressionantes 6,2 milhões de dólares (cerca de 35,8 milhões de reais) por um empresário sino-americano. Na casa de leilões Sotheby’s, o leilão pegou fogo, com sete compradores – ou seus representantes – disputando cada lance para garantir a peça inusitada: uma banana presa à parede com uma fita adesiva prateada.

A disputa começou em 800.000 dólares, mas rapidamente subiu para 5,2 milhões de dólares. Com as comissões inclusas, o valor final alcançou a marca de 6,2 milhões de dólares. Logo após o martelo ser batido, Justin Sun, o fundador da plataforma de criptomoedas Tron, revelou ser o comprador. Em um comunicado oficial da Sotheby’s, Sun comentou: “Isso não é apenas arte. Ela representa um fenômeno cultural que conecta os mundos da arte, dos memes e da comunidade de criptomoedas”. Para ele, a banana transcende sua simples aparência e se tornou um ícone cultural. Como parte de sua homenagem à obra, Sun prometeu comer a fruta, dando um toque ainda mais surreal à experiência artística.

O empresário de 34 anos, conhecido por sua postura excêntrica, já havia se destacado no mercado de arte ao arrematar a escultura “The Nose”, de Alberto Giacometti, por 78,4 milhões de dólares em 2021. A banana de Cattelan prometia ser uma das grandes estrelas da semana de leilões de outono em Nova York, e, de fato, foi. A obra de Cattelan, que conta com três cópias no mundo, desafia o conceito tradicional de arte e valor, sendo uma constante provocação sobre o mercado e as noções de autenticidade. A primeira vez que “Comedian” causou alvoroço foi em 2019, durante sua exibição em Miami, quando outro artista comeu a fruta para criticar seu preço de 120.000 dólares, na época.

A peça, que sempre gerou debates, agora é uma obra que continua a questionar o mundo da arte, a ponto de ser considerada uma verdadeira revolução cultural. A Sotheby’s, ao anunciar a venda, havia fixado uma estimativa entre 1 milhão e 1,5 milhão de dólares, mas o valor final superou todas as expectativas. Como parte da transação, o comprador recebe não só um certificado de autenticidade, mas também instruções detalhadas sobre como substituir a banana, mantendo a obra em perfeitas condições. Quem diria que uma simples fruta poderia causar tanto impacto no mundo da arte?

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