Após questionamentos ao processo eleitoral da Venezuela, o Brasil trabalha com a estratégia de uma representação diplomática na cerimônia de posse do presidente Nicolás Maduro, prevista para o próximo 10 de janeiro.
Conforme apurou o R7, a decisão ainda depende de um convite formal do governo venezuelano, não confirmada até a noite desta quinta-feira (2). Com o próximo passo, a previsão é de se indicar a embaixadora Gilvânia Oliveira, que é a atual representante brasileira em Caracas.
A posição afasta possibilidade de que o presidente Lula compareça ao evento, assim como o chanceler Mauro Vieira ou o assessor especial da Presidência Celso Amorim, que acompanhou as eleições do país.
À época, Amorim cobrou a publicação de atas do processo eleitoral venezuelano, que não foram divulgadas. A vitória de Maduro foi confirmada com apuração de votos e pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, sob duras críticas da oposição.

Partidos que se colocaram contra o atual mandatário questionaram interferência em candidaturas e rejeitaram a vitória do presidente.
Apesar das posições, o venezuelano seguirá no comando do país por mais seis anos. Ele está no cargo desde 2013.
A expectativa, conforme reiteraram representantes brasileiros, é de que o país mantenha as relações com a Venezuela. Em novembro, o ministro Mauro Vieira disse que o Brasil não romperá relações com a Venezuela.
“Ainda que as circunstâncias imponham uma inevitável diminuição do dinamismo do relacionamento bilateral, isso não significa de forma alguma que o Brasil deva romper relações ou algo dessa natureza com a Venezuela. Pelo contrário, diálogo e negociação e não isolamento são a chave para a construção de qualquer solução pacífica e duradoura na Venezuela”, avaliou, durante audiência na Câmara dos Deputados.




