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• “Um herói”, diz tenente sobre piloto de aeronave que protegeu menina após queda de helicóptero

Em entrevista ao Metrópoles, Maxwel de Souza, porta-voz da Defesa Civil do Estado de São Paulo, elogiou a resistência do condutor da aeronave.

“Eles [Edenilson e Bethina] estavam bastante abalados emocionalmente, com alguns ferimentos, mas o piloto estava acenando e conseguia falar. Ele compreendeu que o casal [pais da criança] estava desfalecido e que ele precisaria proteger a garota porque ela estava viva. Então, ele passou a noite toda protegendo a menina, é realmente um herói. Mesmo todo comprometido, ainda conseguiu mantê-la sob seus cuidados até que o resgate fosse feito, por volta das 6 horas”, detalha o tenente.

Como foi o resgate do piloto e da criança

Segundo o tenente Maxwel, o chamado ocorreu no início da madrugada. No entanto, pelo que tudo indica, o helicóptero caiu no início da noite.

“O piloto tentou acessar os serviços de resgate, mas não conseguiu. Depois, conseguiu acessar uma portaria, por ali há empresas, uma pedreira e outra de eucalipto. Falou com uma pessoa e avisou sobre a queda da aeronave”, conta.

O helicóptero caiu em um local de difícil acesso, sob tempo ruim. Por isso, não havia possibilidade de o helicóptero Águia descer à noite. Foi possível avançar com os trabalhos intensos de busca aérea pela manhã.

“Com o raiar do dia e com a informação que os pilotos do helicóptero Águia tinham do último ponto do sinal da aeronave, traçaram um perímetro para fazer varreduras aéreas e, a partir disso, acharam um clarão na mata, onde estava a aeronave. Indicaram isso para que os bombeiros e a defesa civil entrassem por terra”, explica o porta-voz da Defesa Civil.

Depois, o piloto e a criança foram retirados da mata fechada com o helicóptero Águia e levados a outro ponto com mais suporte para o atendimento inicial.

O tenente enfatizou ainda que o resgate dos dois sobreviventes só foi possível graças ao esforço conjunto dos órgãos responsáveis. “Houve um trabalho integrado do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil, o Comando de Aviação da PM e o helicóptero Águia, desde as primeiras horas da madrugada, em prol de encontrar todos com vida”, avalia.

A 1º tenente da Polícia Militar Aline informou que, como a menina estava com certa dificuldade de andar e com algumas dores, ao amanhecer, Edenilson se afastou na mata e caminhou para tentar acessar a rodovia e pedir socorro. Bethina estava cerca de 100 a 150 metros para dentro da área verde.

Quando os agentes localizaram a criança, a encontraram com escoriações leves, reclamando de algumas dores e com um pouco de dificuldade de se locomover. De acordo com Aline, Bethina não tinha condições de indicar onde estavam os pais e o helicóptero porque também estava desorientada por estar na área da mata.

Edenilson e Bethina foram transferidos para o Hospital das Clínicas de São Paulo. Eles não correm risco de morrer.

O que se sabe sobre a queda do helicóptero:

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