A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou nesta sexta-feira (11) detalhes de uma investigação contra um esquema criminoso de subtração, adulteração e revenda de veículos de luxo.
Os crimes já causaram prejuízos superiores a R$ 1 milhão para proprietários de Hillux. Em cerca de 40 dias, sete caminhonetes foram furtadas na Grande BH.
Quatro desses veículos foram recuperados, sendo o mais recente hoje, no interior do Espírito Santo, onde duas pessoas foram presas.
Um homem, de 40 anos, foi preso no bairro São Benedito, em Santa Luzia, na última segunda-feira (7) apontado como o mandante da organização. Segundo informações da polícia, ele atuava em Belo Horizonte, na Região Metropolitana e em outros estados.
Com o suspeito foram apreendidos equipamentos de tecnologia avançada, usados para abrir os carros, acionar e impossibilitar o rastreamento.

Desde o dia 14 de fevereiro, sete suspeitos já foram presos. O delegado Daniel Barcelos, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito (DEPICT), fala como o grupo age na prática dos crimes que envolvem comparsas em estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espirito Santo.
“É importante destacar que é uma organização criminosa com um nível sofisticado de tecnologia. O que diferencia essa organização é a capacidade logística para subtração, adulteração e destinação dos veículos em curto espaço de tempo”.
“Como que é feito isso? Com um robusto equipamento tecnológico que permite a leitura de componentes eletrônicos dessas caminhonetes de luxo, o destravamento de portas, a codificação de uma chave e a saída do local em tempo recorde, que estimamos aí algo em torno de 3 a 5 minutos”, afirma.




