A casa onde viveu a artista Elke Maravilha, na localidade de Cubango, distrito de Ipoema, em Itabira, corre o risco de ser soterrada por rejeitos de minério de ferro da Vale. O alerta foi feito pelo colunista Roneijober Andrade, em artigo publicado no jornal Diário de Itabira no último sábado (30).
Segundo Andrade, trata-se de um patrimônio histórico que deve ser preservado, não apenas pela relevância arquitetônica, mas também pela memória cultural que representa. “O que se discute não é apenas patrimônio arquitetônico, mas o reconhecimento de uma história que pertence à comunidade”, destacou.

Elke Maravilha, que se tornou um ícone da televisão, do teatro e da vida pública no Brasil, viveu parte da infância em Cubango. Conhecida por sua irreverência, liberdade e coragem, a artista deixou marcas profundas no cenário cultural do país.
Para o colunista, a antiga residência poderia ser transformada em memorial, tornando-se ponto turístico e espaço cultural para reforçar o orgulho do município.
Elke manteve fortes laços de amizade em Itabira, entre eles com Myriam Brandão (in memoriam), que foi superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e exerceu cargos relevantes no poder público municipal.




