Uma servidora da área da saúde sofreu parada cardiorrespiratória nessa segunda-feira (15/9) no Centro de Saúde Ventosa, na Região Oeste de Belo Horizonte. A mulher, que é médica, passou mal logo após relatar um caso de violência psicológica do qual estava sendo vítima.
O episódio ocorreu durante uma visita técnica no local, organizada justamente para “averiguar uma situação de exposição pública de violência contra profissionais de saúde”. Participavam da ação o diretor do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Samuel Pires, e o vereador Bruno Pedralva (PT), que também é médico.
Na reunião, a médica, identificada como Maggie, relatou que vinha sofrendo repetidos assédios por meio de publicações em redes sociais, provenientes de uma liderança comunitária. O autor da violência teria se vangloriado e afirmado que contava com o apoio de representantes dos poderes Executivo e Legislativo municipais.
Em vídeos, o líder comunitário acusa nominalmente profissionais de saúde. Vídeos expondo os profissionais de saúde, gravados sem consentimento, também teriam sido publicados nas redes sociais.
Além de Maggie, a enfermeira Taiane e o psicólogo Tiago, que também atendem na comunidade da Ventosa, teriam sido vítimas. O agressor teria chegado a exigir publicamente a transferência deles e de outros funcionários da unidade de saúde, incluindo a gerente Aline e a equipe da recepção.

Repercussão
Após o episódio, o Sinmed-MG emitiu uma nota. “O Sinmed-MG repudia, de forma categórica, qualquer tentativa de descredibilizar o trabalho de nossos médicos e demais profissionais, e vai tomar as providências jurídicas cabíveis e não hesitará em defender a integridade e a honra de nossos representados”, diz o comunicado.
“A segurança e a dignidade de quem cuida da saúde da população não podem ser negociadas. Exigimos respeito e o fim imediato de qualquer tipo de assédio ou perseguição contra os profissionais da saúde”, finaliza a nota.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) também repudiou, por meio de um vídeo nas redes sociais, “a campanha de difamação e intimidação contra servidores municipais que está ocorrendo em Belo Horizonte”. De acordo com a entidade, a médica segue hospitalizada e está entubada.
Também por meio de um vídeo nas redes sociais, Bruno Pedralva reprovou violências contra os servidores da saúde. Para o vereador, a série de postagens contra a equipe do Centro de Saúde Ventosa foi “antiética, ilegal e inadequada”. “A saúde é um lugar de paz, que tem conflitos, mas a gente tem que resolver os conflitos com diálogo”, afirmou o parlamentar.
UAI.COM.BR




