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• ‘Taradão da moto’ é preso após se masturbar diante de mulheres em vários bairros de BH

Um homem de 25 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (3/10), suspeito de abordar e se masturbar em frente a mulheres em diversos bairros de Belo Horizonte. As vítimas  denunciaram o caso e, por meio de câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais e residências próximas aos locais onde foram cometidos os crimes, a Polícia Civil de Minas Gerais conseguiu identificar o suspeito.

Segundo a delegada titular da Delegacia Especializada de Investigação a Violência Sexual, Larissa Mascotte, o indivíduo escolhia mulheres desacompanhadas, estacionava a moto e fazia a abordagem. “Ele perguntava as horas, descia da moto e se masturbava na frente delas”, explicou a delegada.

O suspeito foi preso após ser intimado a prestar depoimento na delegacia. Ele chegou ao local acompanhando de um advogado e recebeu voz de prisão após prestar depoimento

A delegada disse que o suspeito ficou calado a maior parte do tempo. Limitou-se a dizer que não se lembrava de nada e que costumava parar a moto para urinar pelas ruas da cidade. “Já tínhamos conseguido um mandado de prisão contra ele e o atraímos até a delegacia para prendê-lo, detalhou a delegada.

O homem é casado e pai de um filho menor de idade. Pela manhã, trabalhava como motoboy em um sacolão e, à tarde, fazia entregas. Ele foi levado para o sistema prisional e aguardará a conclusão das investigações preso. Ele poderá responder por crime de importunação sexual e, se condenado, poderá pegar até cinco anos de prisão.

Crimes começaram ano passado

O primeiro crime foi cometido em 22 de novembro de 2024, contra uma adolescente de 12 anos, no bairro Industrial, na região do Barreiro. Os outros oito foram praticados de julho a setembro deste ano, contra três adolescentes de 13 anos e cinco mulheres de 22 a 32 anos. As vítimas foram abordadas nos bairros Salgado Filho, Sagrada Família,  Nova Floresta, Barroca, Grajaú e Paraíso.

Uma mulher de 26 anos foi abordada duas vezes no mesmo local, no Barroca, na Oeste da capital, em um intervalo de um mês. “Somente na segunda abordagem ela tomou coragem de denunciar o homem.”, revelou Larissa.

A Polícia Civil acredita que outras mulheres podem ter sido vítimas do agressor. Por isso, alerta para que eventuais alvos do homem o denunciem.

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