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• ‘Gritos de dor, desmaios e vômitos’, diz irmão de aluno que passou mal em escola de Ibirité

“Gritos de dor, desmaios, pessoas vomitando sangue e deitados no chão”. Esse foi o cenário da Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após alunos passarem mal ao comer um salpicão nesta terça-feira (7/10). O relato foi feito por um jovem de 17 anos — que não quis se identificar — que é estudante do 3º ano do Ensino Médio e irmão de um aluno do 1º ano, que sofreu dois desmaios dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao ser encaminhado ao Hospital Municipal de Ibirité.

De acordo com o jovem, o irmão fará 16 anos nesta quarta-feira (8/10). Ele relatou que a situação ficou caótica quando diversos estudantes começaram a passar mal de forma simultânea e que foi impedido de deixar a sala de aula ao saber que o irmão não estava bem.

“Não deixaram eu sair da sala. Eu simplesmente falei que iria sair sim porque meu irmão estava lá fora passando mal. Chegando aqui no hospital, ele não sabia nem o nome e a idade e desmaiou duas vezes no meu colo dentro da ambulância do SAMU. Mas o cenário na escola foi de confusão, com muitos alunos deitados no chão, gritando de dor e vomitando nas lixeiras, porque já não tinha lugar e eles não sabiam nem o que fazer”, contou.

‘Foi de fato um caos’

Gabriel Vilela, de 17 anos, também é aluno do 3º ano do Ensino Médio. Ele afirmou que comeu o salpicão, mas, felizmente, não passou mal. O estudante destacou que a escola possui vários prédios e que existem refeitórios em todos eles — o que, para o jovem, é um motivo de nem todos terem passado mal com o alimento. Para Vilela, o episódio foi de fato um caos.

“Minha turma estava em outro prédio, na sala de informática. E assim que a gente voltou, eu já vi aquele caos: gente no chão vomitando, aluno que não estava passando mal abanando um ao outro. Foi realmente muito feio. Uma menina desmaiou no chão do banheiro feminino, que estava todo sujo. E a gente podia fazer o que estava ao nosso alcance, prestando os primeiros socorros. Em outro banheiro, os três bojos da pia estavam todos entupidos de vômito”, relatou.

Posicionamento

Procurada por O TEMPO, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informa que adotou os procedimentos necessários para averiguar o ocorrido na escola, junto à Vigilância Sanitária e as autoridades competentes.

“A Fundação Helena Antipoff, responsável pela coordenação da escola, encaminhou, imediatamente, os envolvidos à unidade hospitalar. Todos receberam atendimento médico e não apresentam sintomas graves. A direção da unidade também acionou, prontamente, a Vigilância Sanitária, a Polícia Militar de Minas Gerais e a Polícia Civil de Minas Gerais, que estiveram no local”, esclareceu a pasta.

A secretaria destacou que segue acompanhando e apoiando a Fundação Helena Antipoff para “garantir a devida assistência aos alunos e servidores”.

O Tempo

 

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