A jovem de 23 anos que foi agredida e jogada de uma janela de três metros de altura pelo companheiro em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já havia sido ameaçada pelo suspeito dias antes do crime. É o que indica a investigação conduzida pela Polícia Civil e que teve os detalhes divulgados nesta quarta-feira (12/11).
O parceiro da vítima, que foi preso preventivamente por tentativa de feminicídio após ser encontrado em um bar da região, enviou diversas mensagens ameaçando a companheira por acreditar que havia sido traído por ela. Em mensagens de texto e áudio, o homem chegou a prometer “arrancar o pescoço” da parceira.
As mensagens, divulgadas pela investigação, mostram a gravidade das ameaças: “Você me traiu. Vou te matar. Ficou comigo na mesma semana. Não desacredito de mais nada. Vou te matar por isso e arrancar seu pescoço. Você é uma imunda. Pior do que um porco que fica no chiqueiro”, escreveu o suspeito.
Em resposta à sequência de ataques e ameaças, a vítima enviou um áudio e, na sequência, uma mensagem de texto com a frase: “Isso humilha”.

Histórico de agressões
A vítima relatou à Polícia Civil que desejava se separar do suspeito devido às constantes agressões, porém era ameaçada. O homem dizia que iria esfaqueá-la no olho e no coração.
O suspeito permanece preso preventivamente. Conforme a delegada Nicole Perin, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Vespasiano, ele possui passagens por tráfico e receptação de drogas, além de um histórico de violência doméstica praticada contra outra companheira.
Como denunciar violência doméstica?
Denúncias podem ser feitas por meio da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Disque 180) ou do Disque-Denúncia Unificado (Disque 181).
O registro da ocorrência pode ser feito na delegacia policial mais próxima ou em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Em Belo Horizonte, há uma unidade na Avenida Barbacena, 288, Barro Preto.
Pela Delegacia Virtual, podem ser registrados casos de ameaça, lesão corporal e vias de fato, além de descumprimento de medida protetiva. Por meio da plataforma digital, as vítimas ainda podem solicitar a medida protetiva enquanto estiverem fazendo o registro.
O Tempo




