Seja bem vindo, hoje é 10 de março de 2026

Parceiros do Rede Repórter

• Mulher que esteve em Angola recentemente morre em MG após contrair malária

Uma mulher que esteve em Angola, na África, recentemente, morreu em Pouso Alegre, no Sul de Minas, após contrair malária pelo Plasmodium falciparum — protozoário responsável pela forma mais grave e letal da doença. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) confirmou que o óbito foi registrado nessa quarta-feira (12/11).

De acordo com a SES-MG, a paciente procurou atendimento no último domingo (9/11), ocasião em que foi medicada e liberada. Dois dias depois, conforme a pasta, ela apresentou piora no quadro clínico e foi transferida para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio. Porém, na quarta-feira (12), a mulher faleceu.

“A investigação aponta que a paciente esteve recentemente em Angola. O caso está sendo apurado pelo município, com apoio da Unidade Regional de Saúde de Pouso Alegre”, informou a SES-MG.

A pasta reiterou que atua no fortalecimento da vigilância da doença em todo o território mineiro, com ações contínuas de educação em saúde, organização da rede assistencial para atendimento aos casos suspeitos na rede SUS, além da elaboração e atualização de notas técnicas relacionadas à Vigilância Epidemiológica e Laboratorial da malária.

Confira detalhes sobre a malária, conforme o Ministério da Saúde

Segundo o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos aos humanos pela picada de fêmeas infectadas de mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Esses mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares — ao entardecer e ao amanhecer —, embora sejam encontrados picando durante todo o período noturno. Portanto, não se trata de uma doença contagiosa: uma pessoa infectada não transmite malária diretamente a outra.

A enfermidade também é conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, além de nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre. Toda pessoa pode contrair a doença. Indivíduos que tiveram vários episódios podem desenvolver imunidade parcial, apresentando poucos ou nenhum sintoma. Entretanto, não há imunidade esterilizante — aquela que confere proteção total. Caso não seja tratado adequadamente, o indivíduo pode permanecer como fonte de infecção por meses ou anos, dependendo da espécie parasitária.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas regiões extra-Amazônicas, que abrangem as demais unidades federativas, apesar do menor número de notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade é maior do que na Amazônia.

A malária é uma doença que tem cura, e o tratamento é eficaz, simples e gratuito. Entretanto, ela pode evoluir para formas graves se não for diagnosticada e tratada de forma oportuna e adequada.

Como se proteger?

  • Borrifação residual intradomiciliar (BRI);
  • Uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração;
  • Pequenas obras de saneamento para drenagem e aterro de criadouros do vetor;
  • Limpeza das margens dos criadouros;
  • Melhorias na moradia e nas condições de trabalho;
  • Roupas que protejam pernas e braços;
  • elas em portas e janelas;
  • Uso de repelentes.
  • Aos profissionais de saúde: acessem os calendários do mosquiteiro com orientações para a lavagem correta.

Existe vacina para a malária no Brasil?

Não existe vacina contra a malária disponível no Brasil. A vacina existente é voltada apenas para alguns países africanos com alta transmissão por Plasmodium falciparum e é destinada exclusivamente a crianças pequenas.

Transmissão da doença

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles infectada por uma ou mais espécies de protozoários do gênero Plasmodium. O mosquito anofelino é conhecido também como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego ou bicuda. Ele é mais abundante ao entardecer e ao amanhecer, mas pode picar durante toda a noite. Apenas as fêmeas transmitem a doença. A malária não é transmitida pela água.

Os criadouros desses mosquitos consistem em coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, comuns na Amazônia brasileira. O ciclo tem início quando o mosquito pica uma pessoa infectada e suga sangue com os parasitos. Dentro do mosquito, eles se desenvolvem e se multiplicam. O ciclo se completa quando o inseto infectado pica um novo indivíduo, transmitindo o parasito. Assim, o ciclo de transmissão envolve o plasmódio (parasito), o anofelino (mosquito vetor) e os humanos.

O período de incubação — intervalo entre a picada e o surgimento dos primeiros sintomas — varia conforme a espécie de plasmódio: no Plasmodium falciparum, o mínimo é de sete dias; no P. vivax, de 10 a 30 dias; e no P. malariae, de 18 a 30 dias. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Outras formas de transmissão, mais raras, podem ocorrer por transfusão sanguínea, uso de seringas contaminadas, acidentes de laboratório e transmissão congênita.

Os sintomas mais comuns da malária são:

  • Febre alta;
  • Calafrios;
  • Tremores;
  • Sudorese;
  • Dor de cabeça, que pode ocorrer de forma cíclica.

O Tempo

Parceiros do Rede Repórter