Pelo menos outras duas crianças já foram identificadas como vítimas de estupro de vulnerável supostamente praticado por um homem de 57 anos em uma creche clandestina em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele foi preso, suspeito de praticar o crime contra três meninas de 4, 7 e 8 anos, além de um bebê de 1 ano na última quarta-feira (19/11). Detalhes do caso foram divulgados pela Polícia Civil de Minas Gerais em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24/11).
A delegada Nicole Perim informou que, no local onde o crime aconteceu, a esposa do suspeito cuidava de aproximadamente 13 crianças.
“A mãe de uma das vítimas relatou que a filha contou que, enquanto via televisão, o autor estava ao lado dela enquanto a cuidadora — parceira do suspeito — preparava a comida. O homem, então, tirou o short dela e tocou em suas partes íntimas”, contou a responsável pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Vespasiano.

O suspeito descobriu que havia sido denunciado e, conforme relatou a delegada, procurou a mãe da criança. “Ele disse à mulher que não havia feito nada com a filha dela e que a menina queria namorar com ele.”
Outras duas meninas, que são irmãs, também teriam sido vítimas do suspeito. “Uma delas contou que o homem fez cócegas nela e se aproveitou da situação para passar as mãos em suas partes íntimas. Essa menina chegou a contar o ocorrido para a mãe, porém ela pensou que teria sido algo sem intenção. Ela só suspeitou que o caso realmente tinha acontecido após a outra filha contar que o homem tinha tocado na vagina dela e a obrigado a tocar no órgão genital dele”, detalhou a delegada.
Uma das vítimas também teria sido levada a um cômodo da creche clandestina, juntamente com o bebê de 1 ano e 11 meses, e forçada a masturbar o bebê. “Esse caso é de uma brutalidade tão forte que confesso que chorei ao fazer toda a leitura para ratificar a prisão”, disse Nicole.
A delegada orienta aos pais e responsáveis que, ao serem informados pelos filhos sobre possíveis crimes sexuais sofridos, procurem a unidade de polícia mais próxima ou façam contato pelos telefones 190, 181 ou pelo Disque 100. “Não façam a avaliação se algo é verdadeiro ou não. A investigação cabe à polícia”, orienta.
O Tempo




