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• Após afagos de Lula, Pacheco diz estar aberto ao diálogo sobre candidatura ao governo de Minas

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) reagiu aos afagos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que declarou, nesta quinta-feira (11/12), não ter desistido de ter o parlamentar como candidato ao governo de Minas em 2026. “Recebo com honra essa manifestação”, declarou o senador, que afirmou ainda estar aberto ao diálogo para chegar a “um bom termo sobre essa questão política”. 

A manifestação de Pacheco é resposta ao novo aceno de Lula, feito em Belo Horizonte, durante entrevista à TV Alterosa. Na ocasião, o presidente o chamou de “a maior personalidade pública de Minas Gerais” e afirmou que “a esperança é a última que morre” ao ser questionado se teria desistido de lançar o senador como candidato ao Palácio Tiradentes.

“Recebo com honra essa manifestação do presidente, que acaba sendo um reconhecimento ao nosso trabalho, que é um trabalho sério, no âmbito do Parlamento, que entrega efetivamente muitas conquistas para o Brasil, em termos de marcos legislativos, além do cuidado e do zelo que eu tenho com Minas Gerais. E ele é testemunha disso, dos pedidos que faço ao governo federal para ter o prestígio devido ao meu estado de Minas Gerais”, reagiu Pacheco, por meio de nota encaminhada à imprensa.

Apesar do tom amistoso adotado para responder aos elogios de Lula, Pacheco tem sinalizado nas últimas semanas que uma eventual participação na corrida pelo Executivo mineiro já não estaria mais em seus planos. O cenário mudou depois que ele foi descartado por Lula como opção para preencher a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Pacheco estava entre os cotados para ocupar a cadeira e era o nome preferido do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). No entanto, o petista optou por indicar para o posto o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Após ser comunicado pelo próprio presidente da República sobre a decisão, Pacheco sinalizou que poderia, inclusive, encerrar a vida pública depois de concluir o atual mandato, em 2027. Embora o parlamentar tenha dito depois que essa decisão só será tomada em alinhamento com seus companheiros políticos,  interlocutores acreditam que o mais provável é que Pacheco realmente opte por deixar a política depois de concluir sua passagem pelo Senado.  

Houve também mudança clara de postura em relação às aparições públicas ao lado do petista.  Depois de dividir palanque com Lula por 7 vezes durante passagens do presidente por Minas em 2025, o senador recusou o convite do chefe do Executivo federal para participar de nova agenda no estado nesta quinta-feira. “Não poderei estar presente. Mas é sempre uma honra receber um convite do presidente e uma alegria tê-lo em Minas”, afirmou Pacheco na última quarta-feira.

Uai

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