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• Morre Carlos Madeira aos 85 anos; pai de André Viana e avô de Jordana Madeira

Faleceu na manhã desta quinta-feira (18), o itabirano Carlos Alves Madeira, aos 85 anos. Histórico dirigente sindical, Carlos Madeira foi uma das mais importantes referências na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas de Itabira e região. “Carlin Madeira” era casado há 59 anos com Clarisse Viana Madeira e pai de 12 filhos, sendo um deles, o atual presidente do Sindicato Metabase, André Viana. Ele também era avô da atual vereadora da Câmara Municipal de Itabira, Jordana Madeira (PDT). Ainda não foram divulgadas informações sobre o seu sepultamento.

Nascido em 5 de fevereiro de 1940, Carlos Madeira foi presidente da Associação Regional dos Aposentados e Pensionistas do Sistema Beneficiário Público e Privado de Itabira (Asprev) e exerceu papel relevante na história do Sindicato Metabase, sendo reconhecido pela firme defesa dos direitos dos aposentados, pensionistas, trabalhadores anistiados e demitidos.

Carlos Madeira era filiado ao Sindicato Metabase desde 5 de junho de 1959 e foi trabalhador da então Companhia Vale do Rio Doce, tendo se aposentado em 16 de outubro de 1988, mantendo-se ativo na militância sindical e social por toda a vida. Na década de 1990, destacou-se como uma das principais lideranças itabiranas na luta pelos trabalhadores demitidos da então Vale do Rio Doce. Ao longo desse processo, esteve 107 vezes em Brasília, participando de audiências, reuniões e articulações políticas em defesa da anistia que possibilitou a realocação dos trabalhadores em outros postos de trabalho.

Essas viagens eram realizadas com recursos limitados, sustentadas por doações, vaquinhas solidárias e deslocamentos simples, demonstrando o compromisso coletivo e a persistência que marcaram sua atuação. Mesmo em condições adversas, manteve presença constante em espaços de diálogo institucional, reunindo-se com lideranças políticas nacionais como Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e o atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

Defato

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