A madrinha de Bruninho, Maria do Carmo Santos, rebateu o goleiro Bruno Fernandes em carta aberta e negou a existência de qualquer segunda intenção no encontro que foi marcado entre pai e filho nesta semana e que não aconteceu. Em uma postagem nas redes sociais, o goleiro disse que estava suspeitando que tudo não passava de uma armação. “Fiquei sabendo que havia um repórter famoso envolvido, cujo nome não posso citar. Diante disso, creio que a intenção dela nunca foi que eu conhecesse meu filho. Isso era uma armadilha para que eu falasse alguma coisa relacionada à Eliza. Havia câmeras escondidas na casa”, escreveu Bruno Fernandes.
No texto divulgado por Maria do Carmo, ela afirmou que o encontro era um desejo de Bruninho, hoje com 15 anos, e que tudo foi pensado com cautela para a proteção do adolescente. “Quando Bruno afirma que estaria diante de uma ‘cilada’ ou ‘armadilha’, essa narrativa se mostra incoerente, fantasiosa e profundamente injusta. Criada somente por uma mente que pensa que todos seriam capazes de atrair alguém para ciladas, como ele fez 2 vezes com Eliza”, disse ela.

Ainda segundo Maria do Carmo, Bruninho afirmou que o pai “perdeu a chance mais importante da vida”, já que agora, depois de tudo o que ocorreu, o encontro não acontecerá mais.
Leia a carta na íntegra abaixo
Carta reposta a Bruno Fernandes
Há mais de três anos que Bruninho recebe mensagens de Bruno por meio das redes sociais. Por muito tempo, resistiu a qualquer tipo de aproximação.
Não foi uma decisão impulsiva. Houve medo, dúvidas e silêncio. Até que, por vontade própria, ele decidiu ouvir o lado da história do Bruno.
Essa decisão foi respeitada por mim e Sônia. No entanto, é fundamental lembrar que Bruninho tem apenas 15 anos. Por isso, desde o início, ficou claro que esse encontro só poderia acontecer com a minha presença e de Sônia, como forma de proteção, cuidado e garantia de segurança emocional e física.
Diferente de Bruno eu sempre estive presente como Madrinha na vida do Bruninho. Minha presença nunca foi negociável e em nenhum momento Bruno se opôs. Ao contrário me agradeceu por estar ajudando ele – Bruno a realizar o sonho da vida dele, que seria o encontro com o filho. E eu deixei claro, não me agradeça, não estou fazendo por você e sim pelo Bruninho.
O encontro foi organizado para acontecer em um apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro, em local considerado seguro e discreto, com condições claras: sem a presença da esposa de Bruno e sem imprensa.
Bruno teve oito dias para pensar. Oito dias para refletir sobre o que significava sentar diante do próprio filho. Assim como teve 8 dias para pensar o que fazer com Eliza: fazer DNA ou mandar mata-la. Todos sabemos qual foi sua escolha.
Ficou combinado que ele ia receber o endereço 24 horas antes do encontro. Mas ficou incomunicável durante todo dia anterior ao mesmo. Não atendia o telefone e nem respondia as mensagens.
Bruno sabia que a organização estava sendo realizada por mim e que seria em um local seguro, discreto e adequado, sempre priorizando o bem-estar do Bruninho. Tudo foi pensado com cautela, responsabilidade e respeito.
Por essa razão, quando Bruno afirma que estaria diante de uma “cilada” ou “armadilha”, essa narrativa se mostra incoerente, fantasiosa e profundamente injusta. Criada somente por uma mente que pensa que todos seriam capazes de atrair alguém para ciladas, como ele fez 2 vezes com Eliza.
Este texto existe para encerrar especulações e distorções.
Não existe, até o presente momento, qualquer medida cautelar contra ele. Portanto, não havia motivo algum para se falar em cilada, armação ou ameaça. Isso não passa de uma suposição equivocada criada para sustentar uma versão que não se sustenta nos fatos.
Volto a ressaltar que como ele já fez isso, é compreensível que ele pense que somos iguais a ele.
Não somos Bruno.
Minha única preocupação sempre foi a segurança absoluta do Bruninho.
Nada além disso. Ele é — e sempre será — a minha única prioridade.
Infelizmente, o que deveria ser um encontro delicado, humano e silencioso se transformou em um espetáculo, com áudios vazados para a imprensa, insinuações e versões lançadas ao público por parte de Bruno.
Uma conduta que revela contradição: em um momento, ele afirma que esse encontro era tudo o que mais desejava; no seguinte, constrói uma narrativa de ameaça e armação.
Algo que eu desafio ele provar.
É impossível não enxergar nisso uma trama, um movimento calculado que transformou um gesto de um adolescente ferido em um palco de confusão e exposição.
Da minha parte, deixo algo absolutamente claro: a verdade prevalece aqui.
E jamais permitirei que a imagem de Bruninho seja manchada, usada ou distorcida.
Eu sabia que estava dando uma oportunidade a Bruno Fernandes, que ele não merecia. Pois ainda é um homem que não pagou a pena pelo qual foi condenado em 2013 de 22 anos e 4 meses. Ainda é um criminoso, apenas está livre, por leis que permitem que ele esteja solto. Entretanto era decisão do Bruninho.
Bruninho tinha, sim, interesse nesse encontro.
Mas não por curiosidade, conveniência ou benefício pessoal. Ele estava disposto a ouvir Bruno, mas também queria fazer uma proposta profundamente humana e dolorosa: esquecer todos os processos em troca da informação sobre os restos mortais de sua mãe.
O que ele buscava não era vingança, dinheiro ou palco — era a chance de dar um enterro digno à própria mãe.
Esse era o pensamento de um menino de apenas 15 anos.
Após tudo o que aconteceu, Bruninho expressou, com palavras carregadas de dor e decepção, que Bruno perdeu a chance mais importante de sua vida. Porque agora, depois de tudo isso, esse encontro não acontecerá mais.
A nós, adultos, restam muitas indagações:
O que ele diria ao próprio filho?
Qual história pretendia contar?
O que realmente motivou toda essa movimentação?
O que espero agora é simples: que ele cumpra a lei, pagando tudo o que deve ao Bruninho — dívidas que já se aproximam de milhões de reais. Nada além do que é obrigação legal e moral.
Bruninho é um menino incrível, inteligente, sensível e extremamente dedicado. É claro que ficou decepcionado. Sentiu-se enganado. Passou uma noite difícil. A dor existiu. A frustração também.
Mas, no dia seguinte, ele levantou e foi treinar.
Bruninho não permitiu que mais essa decepção definisse seu destino, nem que a dor moldasse seu futuro. Ele escolheu seguir. Escolheu lutar pelo seu sonho. É um goleiro comprometido, disciplinado e resiliente.
Hoje, ele já retomou sua rotina. Vive em um ambiente onde é amado, respeitado, protegido e cuidado. E é assim que continuará: com dignidade, verdade e força — exatamente como ele merece.
O Tempo




