O mineiro Miller Pacheco, de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua pela Justiça da Irlanda pelo assassinato da também mineira Bruna Fonseca, então com 28 anos. A sentença foi divulgada nesta sexta-feira (22/1), mas o crime foi cometido na cidade de Cork, na Irlanda, na Europa, na madrugada de 1º de janeiro de 2023, porque o homem não teria aceitado o fim do relacionamento com a vítima.
Na Irlanda, a prisão perpétua é uma pena padrão para casos de assassinato. De acordo com informações do jornal local The Irish Sun, após o anúncio da condenação, o advogado de Miller afirmou que ele aceita a sentença e não recorrerá. A defesa disse ainda que ele se desculpa “pela devastação que causou”.
Ao anunciar a sentença, a juíza citou, sem divulgar, uma conversa entre o casal, na qual Bruna diz ser a única pessoa com direito de decidir sobre a própria vida. Ainda segundo o The Irish Sun, a magistrada afirmou que Bruna era “uma jovem mulher excepcional”.
Outro jornal local, o Irish Times, destacou que Miller mantinha “constante manipulação” sobre a ex-namorada. Outro veículo de comunicação irlandês, o The Irish Independent, publicou que Bruna estava “desesperada para construir uma vida nova”.

Relembre o caso
O relacionamento entre Bruna e Miller começou no Brasil: eles residiam em Formiga, no Centro-Oeste de Minas. O casal permaneceu junto por cerca de cinco anos, mas o namoro terminou pouco depois da mudança para a Europa, em setembro de 2022. O homem, porém, insistia em reatar com a vítima.
O corpo de Bruna foi encontrado na manhã de 1º de janeiro de 2023, no apartamento onde Miller residia, localizado na Liberty Street, com sinais de espancamento e estrangulamento. Segundo o jornal local The Irish Sun, ela havia se mudado para o país havia apenas quatro meses para estudar inglês.
Bruna havia se formado em biblioteconomia pelo Centro Universitário de Formiga, em 2018. Ela trabalhava com limpeza no Hospital da Universidade de Mercy na época do assassinato. Conforme apurado pela imprensa local, a instituição descreveu Bruna como uma profissional dedicada e uma colega “muito estimada”.
Na época, o primo de Bruna, Denis Palhares, relatou ao jornal Irish Examiner que ela era “a prima favorita de todos os primos”, além de ser a sobrinha mais amada pelos tios e tias e era a filha e melhor amiga de sua mãe. “Bruna tinha um jeito doce e era adorada por isso. Ela sempre foi muito prestativa com os outros e sempre foi admirada por sua humildade e seu jeito doce de ser”, afirmou.





