Congonhas, na região Central de Minas, registrou mais um vazamento de sedimentos de mineração para cursos d’água. É o terceiro desde domingo. A nova ocorrência foi registrada em estruturas da CSN Mineração, onde um “carreamento significativo de resúdios” atingiram o rio Santo Antônio, afluente do Rio Doce. Não houve rompimento de estruturas, como barragens ou diques.
Em nota, a prefeitura de Congonhas confirmou que, entre os dias 23 e 27 de janeiro, realizou vistorias técnicas na área interna da CSN Mineração. A fiscalização constatou que falhas nos sistemas de drenagem das vias internas provocaram o transporte significativo de resíduos durante as chuvas.
De acordo com o relatório da prefeitura, o problema foi detectado no Dique do Fraille e na região da Cachoeira de Santo Antônio. O volume de material levado pelas enxurradas em direção ao Rio Santo Antônio motivou a prefeitura a exigir adequações estruturais à mineradora para evitar riscos de extravasamento.
Além disso, a gestão municipal solicitou esclarecimentos técnicos à CSN Mineração sobre a “integridade, a estabilidade e a gestão de riscos” das estruturas. A prefeitura ainda informou que vai tomar “medidas administrativas cabíveis, incluindo a lavratura de autos de infração” contra a CSN, pois houve problemas de drenagem e danos ambientais de “natureza moderada” que atingiram corpos d’água, ainda que não tenha havido rompimento de estruturas.
A CSN Mineração informou que recebeu os fiscais e que não houve transbordamentos de estruturas. A companhia disse que as intervenções realizadas no local são obras rotineiras de manutenção, previstas no plano de chuvas. Segundo a mineradora, a função da estrutura fiscalizada é justamente a contenção de sedimentos, e as limpezas periódicas visam a ampliar a segurança e a capacidade de drenagem.

Duas ocorrências em menos de 24h
Congonhas havia confirmado dois extravasamentos de água com sedimentos em unidades da mineradora Vale. Conforme informou a prefeitura da cidade na segunda-feira (26), a primeira ocorrência foi registrada na mina de Fábrica e, depois, na mina de Viga, situada entre as localidades de Plataforma e Esmeril.
A Vale suspendeu as operações em ambas unidades. Em nota, a empresa informou que irá “se manifestar tempestivamente sobre as ações demandadas, colaborando integralmente com as autoridades competentes e prestando todos os esclarecimentos necessários”.
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