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• Filho de vereador com passagem por tráfico é executado na Grande BH

O filho de 24 anos do presidente da Câmara Municipal de Vespasiano (MG), na Grande BH, verador Dorivaldo Oliveira (PSDB), foi executado a tiros, na noite desse domingo (15/02), em frente ao bar da mãe dele, no Bairro Célvia.

Um jovem de 19 anos acabou atingido no ataque ao filho do vereador, mas não morreu e, até onde se sabe, não tem relação direta com o ataque. Ele foi atendido na UPA Vespasiano.

Como foi a execução?

Segundo o relato de testemunhas, os três suspeitos aproximaram-se do bar em uma caminhonete Chevrolet Montana branca em velocidade baixa e constante. O bar e as ruas estavam com movimento considerado razoável.

Ao localizarem o alvo, os ocupantes iniciaram salvas de disparos, levando pânico às pessoas na rua e nos estabelecimentos. Pedro Henrique tentou fugir, mas foi atingido por diversos tiros e morreu no local.

Um segundo jovem, de 19 anos, que estava nas proximidades, foi atingido nas costas por um dos vários disparos que buscavam Pedro Henrique, sendo socorrido para o Hospital João XXIII. Ele não corre risco de vida.

Os suspeitos fugiram sem ser localizados até o momento, deixando para trás inúmeros estojos da munição utilizada e dois cartuchos, o que sugere o emprego de pistolas – uma vez que não se ouviu rajadas de tiros de armas automáticas – e possivelmente de uma arma longa.

No bar foram encontrados resíduos de maconha, material de dolagem do entorpecente e uma faca sobre uma mesa de sinuca. No interior do imóvel encontraram ainda 57 comprimidos de ecstasy, 47 porções e 70 buchas de maconha, além de duas balanças de precisão. 

Entre as informações colhidas no local e repassadas pela Polícia Militar para a Polícia Civil ligam este homicídio à morte ocorrida em um sítio no dia 8 de fevereiro. Naquele episódio, um rapaz de 19 anos foi morto durante o encerramento de uma festa por um indivíduo que usava máscara e fugiu em uma motocicleta.

A suspeita é que a morte do filho do vereador tenha sido uma retaliação direta a este primeiro crime, consolidando um ciclo de violência entre as facções locais.

A polícia trabalha com a hipótese de que a disputa pelo controle do varejo de entorpecentes na Grande BH seja o motor principal dessa escalada de assassinatos em Vespasiano.

As suspeitas são de que “Bololô” ocuparia uma posição ativa na criminalidade local, possivelmente como um executor ou liderança emergente, visto a sua suposta relação com o homicídio de dias antes.

Uai

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