O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), protocolou um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta segunda-feira (9), durante visita ao Senado. O documento também é assinado pelo presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, e membros da legenda.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Zema afirmou que “essas figuras” se julgam “intocáveis”. “Se nós já tivemos dois presidentes da repúblicas (sic) afastados, que sofreram impeachment, na minha opinião já passou da hora, pelos fatos que nós já assistimos nesses últimos dias, do mesmo acontecer com ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o governador.
Zema ainda cobrou posicionamentos das associações de magistrados sobre as denúncias de que juízes do STF teriam relações com Daniel Vorcaro. O banqueiro foi preso na última semana, acusado de fraude financeira e tentativa de intimidação de jornalistas e testemunhas.
De acordo com Zema, além do impeachment, é necessário alterar a lei que rege a magistratura. “Como governador de um estado que liderou o início do processo de Independência do Brasil, eu estou aqui indignado, como quase todos os mineiros. Vamos levar adiante, não podem existir nesse país os intocáveis. Casta existe na Índia, aqui no Brasil nós temos de acabar com esta casta de intocáveis”, discursou Zema.

Caso Master
Nesta manhã, o escritório de advocacia Barci de Moraes divulgou nota à imprensa para falar sobre os serviços prestados ao Banco Master. No comunicado, informa que nunca conduziu nenhuma causa no STF. O escritório é comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, e também tem os filhos do casal entre os sócios.
O escritório informou que prestou consultoria jurídica e atuou na Justiça para o banco no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. O trabalho foi feito por 15 advogados.
*Com informações da Agência Brasil




