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• Após 50 anos, jacutinga volta a ser registrada no Parque Estadual do Rio Doce

Uma jacutinga (Aburria jacutinga), ave rara da fauna brasileira, foi registrada no Parque Estadual do Rio Doce (PERD), marcando o primeiro registro da espécie na área em mais de 50 anos. O avistamento histórico reflete a efetividade das ações de conservação desenvolvidas pela CENIBRA, em parceria com a Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (CRAX Brasil), por meio do Projeto Mutum.

O projeto promove a soltura de aves ameaçadas de extinção em áreas protegidas, permitindo que a reprodução ocorra de forma natural. A jacutinga registrada integra o grupo reintroduzido no último dia 23 de abril, na região da Ponte Perdida, em Bom Jesus do Galho (MG).

“Cada soltura simboliza a continuidade de nossas ações e abre novos capítulos na conservação da fauna brasileira, fortalecendo o legado de responsabilidade socioambiental que queremos construir”, destaca José Sawinski, assessor de Sustentabilidade da CENIBRA. Segundo ele, desde o início do projeto, já foram reintroduzidos 152 indivíduos na natureza.

Espécie endêmica da Mata Atlântica, a jacutinga desempenha papel essencial na regeneração das florestas. Como dispersora de sementes, alimenta-se de mais de 41 tipos de frutos, contribuindo diretamente para o equilíbrio ecológico do bioma. No entanto, fatores como incêndios florestais e caça ilegal colocam a espécie em risco de extinção, tornando a reintrodução uma estratégia fundamental para sua recuperação.

A CENIBRA mantém extensas áreas de preservação no entorno do PERD, formando corredores ecológicos que ampliam as condições de abrigo e deslocamento da fauna. Para Yngrid Nantes, coordenadora do Núcleo de Biodiversidade do Instituto Estadual de Florestas (IEF), iniciativas como essa fortalecem o ecossistema. “A soltura amplia a biodiversidade do Parque e contribui para o equilíbrio do entorno, onde a CENIBRA desenvolve ações contínuas de conservação florestal”, afirma.

Registro realizado pelo guarda-parque Neimar Fernandes Domingues Nunes durante monitoramento no Parque Estadual do Rio Doce.

Ciência e dedicação

A reintrodução da jacutinga é resultado de um trabalho científico desafiador e contínuo. No início, não havia protocolos consolidados para a reprodução da espécie em cativeiro.

Segundo Roberto Azevedo, presidente da CRAX Brasil, o conhecimento foi construído a partir da observação direta do comportamento das aves. “Foi preciso aprender com elas para desenvolver um protocolo que garantisse sua sobrevivência e adaptação na natureza”, explica.

Um legado que continua

A presença de Rodrigo Werneck, filho do ambientalista Hugo Werneck (1919–2008), trouxe um significado especial ao momento. Hugo foi um dos pioneiros na soltura de aves na Mata Atlântica, motivado pela perda de habitats naturais.

Durante a ação, Rodrigo destacou a continuidade desse legado: “Hoje estamos aqui, novamente, espalhando passarinhos. Esse trabalho segue vivo.”

Projeto Mutum

Desde 1990, a CENIBRA e a CRAX Brasil desenvolvem o Projeto Mutum na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Macedônia, em Ipaba (MG), com foco na reintrodução de aves ameaçadas em seu habitat natural.

A partir de 2023, as solturas passaram a ocorrer também em uma área da CENIBRA próxima ao Centro de Pesquisas do IEF, na Ponte Perdida, ao lado do PERD.

O projeto é hoje uma das iniciativas mais consistentes de conservação de aves no Brasil, com mais de 500 indivíduos reintroduzidos, abrangendo sete espécies ameaçadas. A soltura de jacutingas reforça a continuidade desse trabalho e seu impacto positivo na região.

A iniciativa integra o pilar ambiental do BioSustentação, planejamento estratégico da CENIBRA voltado à preservação da biodiversidade, ao manejo responsável e ao fortalecimento de práticas sustentáveis.

Equipes da CENIBRA, OJI Holdings, CRAX Brasil e IEF durante a soltura das jacutingas na Ponte Perdida, área estratégica de conservação no entorno do PERD.

Sobre a CRAX Brasil

A CRAX Brasil atua desde 1987 na conservação, reprodução e reintrodução de aves ameaçadas de extinção. Em parceria com a CENIBRA, é responsável pelo Projeto Mutum, um dos programas mais longevos e bem-sucedidos do país.

Sobre a CENIBRA

Localizada no leste de Minas Gerais, a CENIBRA opera uma unidade industrial em Belo Oriente (MG), com capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas/ano de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto. A empresa está presente em mais de 80 municípios mineiros e gera mais de 8 mil empregos diretos. É a primeira do setor florestal a receber a Certificação LIFE, em reconhecimento ao seu compromisso com a conservação da biodiversidade.

Mais informações: comunicacaocorporativa@cenibra.com.br | 0800 283 3829

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