A Polícia Militar (PM) coleta informações, na manhã deste domingo (17/5), sobre as circunstâncias da morte de um homem e de uma mulher, de 49 e 43 anos, respectivamente, encontrados nas proximidades da avenida Cristiano Machado, na região do bairro Sagrada Família, em Belo
O Corpo de Bombeiros informou ter sido acionado para a avenida, no encontro com a José Cândido da Silveira, após uma denúncia de disparos de arma de fogo. Quando os militares chegaram ao endereço, porém, a mulher já estava morta, e não houve necessidade de atendimento de resgate.
O outro corpo, de um homem, foi localizado nas proximidades da rua João Gualberto Filho, também sem sinais de vida.
Uma das linhas de investigação é a de que o homem teria matado a mulher e, em seguida, tirado a própria vida. A hipótese, no entanto, ainda será investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais.

‘Muita tristeza’, diz vizinha que ouviu tiros
A corretora e consultora imobiliária Carla Souza, de 58 anos, ouviu uma sequência de cerca de sete disparos de arma de fogo próximos à janela do apartamento onde mora por volta das 8h deste domingo (17). Ela vive em um conjunto predial na avenida José Cândido da Silveira, no cruzamento com a Cristiano Machado, em Belo Horizonte, local onde a Polícia Militar encontrou o corpo da mulher.
“Eu estava acordada, vendo algumas mensagens de clientes, quando escutei sete tiros consecutivos. Pulei da cama, fui para a janela e cheguei a ver um homem correndo. Naquele momento, achei que era alguém fazendo atividade física, já que a via costuma ser usada por corredores”, relata Carla.
Pouco depois, durante uma caminhada pela região, a moradora percebeu que os disparos estavam ligados ao crime. Ao chegar à rua João Gualberto Filho, ela viu a movimentação de agentes de segurança pública e o corpo do homem caído no chão.
Como mulher e mãe, Carla afirma ter ficado abalada com a violência tão próxima de casa. “É uma sensação de muita tristeza. Nós, mulheres, estamos percebendo toda essa questão do feminicídio. Na minha casa moramos eu, minha mãe e minha filha, então somos só mulheres. Já penso na mãe dessa mulher que foi morta, na família também do homem… Fica o questionamento: quando essa violência vai acabar?”, desabafa.
O que diz a Polícia Civil?
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, assim que acionada, deslocou o rabecão, e a perícia oficial compareceu ao local e realizou os trabalhos de praxe.





