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• Homem é executado com 16 tiros ao tomar açaí em praça na Grande BH

Um homem de 50 anos foi executado com 16 tiros na noite desse domingo (17/5), em Ravena, distrito de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu na praça Nossa Senhora da Assunção, local onde a vítima tomava açaí com a esposa.

Segundo a Polícia Militar, o casal estava em um estabelecimento e, após deixar o local, seguia em direção ao veículo da família, uma Fiat Strada verde estacionada a poucos metros da praça. Neste momento, conforme relato da esposa, um homem em uma motocicleta se aproximou, sacou uma arma de fogo e efetuou diversos disparos contra a vítima. O suspeito estava sozinho em uma motocicleta que, segundo testemunhas, seria uma Honda XRE prata.

Ainda conforme a ocorrência, o atirador usava capacete e uma blusa de couro preta e branca, o que dificultou a identificação. Após os disparos, ele fugiu. O Samu foi acionado e confirmou o óbito no local.

A perícia da Polícia Civil identificou múltiplas perfurações pelo corpo da vítima, incluindo ferimentos no pescoço, rosto, nariz, queixo, abdômen, costas, mão, escápula, antebraço e ombro. Também foram constatadas três perfurações no veículo atingido pelos disparos.

No local do crime, os peritos recolheram 14 estojos deflagrados de munição calibre 9mm, seis fragmentos de projéteis e um celular encontrado no bolso da vítima. Durante as diligências, a esposa contou aos militares que o homem tinha desavenças com o próprio irmão. Segundo o relato, o familiar foi condenado a 63 anos de prisão por estupro e chegou a ser preso em dezembro do ano passado, mas estava solto há cerca de um mês após conseguir habeas corpus.

Ainda conforme a testemunha, os irmãos também tinham conflitos relacionados à posse de um terreno. A mãe pretendia fazer a doação do imóvel para a vítima, mas o suspeito seria contrário à medida, já que ambos buscavam a posse da área por meio de usucapião.

A Polícia Militar localizou o irmão da vítima em uma fazenda na zona rural de Taquaraçu de Minas. Ele afirmou ter ficado sabendo da morte por telefone, através do secretário de Cultura da cidade, e negou envolvimento no crime. Os militares fizeram buscas no imóvel, mas nenhum material ilícito foi encontrado.

A polícia também realizou diligências em busca de imagens de câmeras de segurança. No entanto, os equipamentos do estabelecimento onde o casal estava não registraram a ação criminosa. Outros pontos seguem sendo analisados.

Até o encerramento da ocorrência, ninguém havia sido preso. O caso será investigado pela Polícia Civil.

O Tempo

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