Alguns dias após ser preso em uma operação que resultou na apreensão de R$ 12 milhões em anabolizantes, medicamentos e substância de uso restrito, o detento Matheus Elias Campos Pereira, de 22 anos, morreu nesta segunda-feira (25/5) no Ceresp Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
De acordo com a pasta, Matheus estava detido desde o dia 1º de maio. Colegas de cela acionaram policiais penais ao perceberem que o jovem passava mal dentro da unidade prisional. “Os policiais penais o encontraram consciente, porém relatando falta de ar e mal-estar físico”, disse a Sejusp.
A secretaria aponta que Matheus foi retirado imediatamente da cela e levado para atendimento no setor de saúde do Ceresp Gameleira. Durante o deslocamento, no entanto, ele perdeu a consciência. “Já no setor de saúde, recebeu os primeiros socorros. Diante da evolução do quadro, o Samu foi acionado e, apesar de todos os procedimentos de reanimação pelos profissionais, o custodiado foi a óbito”, acrescentou a Sejusp.
A direção da unidade instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente as circunstâncias da morte. A pasta informou ainda que as providências relacionadas à perícia técnica e à investigação criminal são de responsabilidade da Polícia Civil (PCMG).

Operação apreendeu 60 mil ampolas e medicamentos proibidos
Matheus foi preso em flagrante no dia 30 de abril deste ano durante uma operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), da PCMG, que desarticulou um esquema de comercialização ilegal de anabolizantes, medicamentos controlados e produtos terapêuticos no bairro Cinquentenário, na região Oeste de Belo Horizonte.
Além dele, um homem de 31 anos e uma mulher de 48 também foram presos. O trio foi autuado pelos crimes de receptação e por falsificar, corromper, adulterar ou alterar produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
As investigações apontaram que o grupo utilizava um galpão no bairro Cinquentenário, na região Oeste da capital, como centro de logística e distribuição dos produtos ilícitos. Outro imóvel, no bairro Betânia, funcionava como ponto de venda ligado ao esquema.
Nos endereços, os policiais apreenderam cerca de 60 mil ampolas e frascos, além de mais de 10 mil comprimidos de diferentes substâncias, incluindo anabolizantes, remédios emagrecedores, inibidores de apetite e medicamentos com comercialização proibida ou restrita no Brasil.
Segundo a PCMG, os produtos eram contrabandeados de países da Europa, dos Estados Unidos e do Paraguai e vendidos tanto pela internet quanto em pontos físicos na capital mineira.
O delegado Ednelton Carracci, do Depatri, afirmou à época da operação que os medicamentos eram armazenados em condições inadequadas.
“É um depósito com condição inadequada, muito úmido e quente, sem iluminação alguma. Lá tinham medicamentos que precisavam ter um acondicionamento especial, precisam estar refrigerados, e nada disso foi encontrado”, explicou.
A investigação teve início há cerca de três meses após denúncias sobre a venda irregular de substâncias controladas. A suspeita da Polícia Civil é que parte dos produtos apreendidos seja proveniente de roubos de carga.





