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• Mãe de aluno desabafa após soltura de professor em BH: “Tem que esperar ele estuprar meu filho?”

Foi com um misto de sentimentos que envolvem medo, tristeza e revolta que a mãe de um adolescente de 13 anos, que denunciou um professor de dança da Escola Integrada por enviar mensagens de teor sexual ao filho, recebeu a notícia da soltura do suspeito, de 55 anos, durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (26/5), em Belo Horizonte. 

A mulher, que não será identificada na reportagem, conversou com O TEMPO e disse estar indignada com a decisão. “Ele sabe onde a gente mora. Estou indignada. Com tanta prova, preso em flagrante. É muito revoltante”, desabafou.

Segundo ela, o filho segue abalado emocionalmente desde a descoberta das conversas. “O psicológico do meu filho não está bom. Imagina se ele sabe que esse cara está solto, respondendo em liberdade? É muito revoltante para uma mãe”, afirmou.

A mulher disse ainda que evita contar ao adolescente sobre a decisão judicial por medo da reação do garoto. “Não pode falar para o filho, porque ele vai ficar com muito medo. Tem que esperar ele estuprar meu filho para a Justiça fazer algo?”, questionou.

A reportagem procurou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para obter detalhes da decisão tomada durante a audiência de custódia que resultou na soltura do investigado. O posicionamento é aguardado.

Relembre o caso

O caso veio à tona após a mãe desconfiar das conversas entre o adolescente e o monitor de dança da Escola Integrada em uma instituição municipal da capital mineira. Conforme relatado anteriormente pela família, o professor teria começado oferecendo bombons, insistindo para que o menino participasse das aulas e, posteriormente, enviado mensagens com insinuações sexuais e imagens íntimas.

A mulher passou a se comunicar com o suspeito se passando pelo filho e registrou as mensagens. Segundo ela, o homem perguntou se alguém tinha acesso ao celular do garoto e afirmou que a conversa deveria “ficar só entre eles”. Ainda conforme o relato, o professor também teria tentado marcar encontros presenciais com o adolescente, chegando a orientar o menino a mentir para a mãe para sair de casa escondido.

No domingo (24/5), policiais militares acompanharam novas trocas de mensagens e organizaram uma operação para prender o suspeito em flagrante. Fingindo ser o adolescente, a mãe marcou um encontro em uma padaria. O professor teria enviado um carro de aplicativo para buscar o menino e levá-lo até a casa dele.

O homem foi preso após os policiais chegarem ao imóvel. Conforme a Polícia Civil de Minas Gerais, ele foi autuado pelos crimes de satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente e por aliciar menor para prática de ato libidinoso.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou que o contrato do monitor foi rescindido e afirmou que presta assistência ao estudante e aos familiares. O inquérito segue em andamento e a Polícia Civil (PCMG) apura a possibilidade de outras vítimas.

 

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