Um homem de 31 anos foi preso em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo criminoso investigado por aplicar golpes com falsas campanhas beneficentes na internet. A ação foi realizada nessa quinta-feira (28/5).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito preso em Contagem seria responsável pelo registro e pela manutenção dos domínios utilizados nas páginas fraudulentas usadas pelo esquema criminoso. A operação, batizada de “Eclipse”, foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DPRCC/Dercc), do Rio Grande do Sul.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio de ativos financeiros em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Outros dois homens, ambos de 30 anos, foram presos no Paraná. Conforme a investigação, um deles seria responsável pela estrutura financeira usada no esquema, enquanto o outro atuava na operacionalização de empresas utilizadas para movimentação dos valores obtidos ilegalmente.

As investigações começaram após a identificação de campanhas falsas que utilizavam a imagem de uma criança de 10 anos, moradora de Capão da Canoa (RS), diagnosticada com distrofia muscular de Duchenne, doença rara com alto custo de tratamento.
De acordo com a polícia gaúcha, os criminosos criavam páginas falsas de arrecadação e anúncios patrocinados em redes sociais para simular campanhas solidárias legítimas. As publicações reproduziam fotos da criança, informações sobre o estado de saúde dela e elementos visuais semelhantes aos usados em plataformas verdadeiras de financiamento coletivo. As vítimas eram induzidas a realizar transferências via Pix acreditando contribuir para o tratamento da criança.
Ainda segundo a investigação, uma das campanhas fraudulentas chegou a indicar arrecadação superior a R$ 248 mil. A análise das movimentações financeiras apontou fluxo de milhões de reais em contas ligadas à empresa usada pelos investigados, com grande quantidade de transferências de pequeno valor feitas por vítimas de diversos estados.
Durante a operação, a polícia apreendeu um veículo que poderá ser usado para ressarcimento das vítimas, além de materiais relacionados ao esquema, como registros de gateways de pagamento e uma arma de airsoft. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras vítimas, possíveis participantes do grupo e a extensão total dos prejuízos causados.





