A Polícia Federal (PF) rejeitou a segunda proposta de acordo de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11), após avaliação de que o material entregue não trouxe informações inéditas nem elementos suficientes para avançar nas investigações.
Segundo investigadores, a nova proposta repetiu fatos já conhecidos pelas autoridades e não apresentou provas capazes de corroborar os relatos do empresário. Além disso, Vorcaro não teria detalhado a participação de outros envolvidos nem indicado novos crimes ou condutas ilícitas que pudessem contribuir de forma efetiva para as apurações.
Esta é a segunda recusa da PF em menos de um mês. Em maio, uma primeira tentativa de colaboração também foi rejeitada sob o entendimento de que continha informações consideradas insuficientes e omitia fatos já identificados durante a investigação.
Daniel Vorcaro é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes relacionados ao antigo Banco Master. O empresário está preso preventivamente e negocia um possível acordo de colaboração com as autoridades desde o início deste ano.

De acordo com fontes ligadas às investigações, um dos principais obstáculos para a aceitação da delação é a falta de provas documentais que sustentem as declarações apresentadas pelo ex-banqueiro. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também esperam que eventuais relatos sejam acompanhados de informações verificáveis e de admissão de participação nos crimes investigados.
Apesar da nova negativa, a legislação permite que Vorcaro apresente futuras propostas de colaboração premiada. Caso um acordo venha a ser firmado, caberá ao ministro do STF responsável pelo caso analisar e homologar os termos da colaboração.





