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• “Em 20 anos, nunca vi tanta violência contra uma mulher”, diz PM sobre mãe decapitada pelo filho

O sargento Ellys, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que esteve no local onde Jussara Maria Jodrigues da Cruz, de 54 anos, foi decapitada pelo filho, de 27, afirmou nunca ter visto um crime parecido ao longo da trajetória enquanto policial.

“Fiquei chocado, não vou mentir. Do jeito que ela [vítima] estava, assustei. Nesses 20 anos de polícia, nunca vi tanta violência contra uma mulher. Uma mulher praticamente idosa, que não tinha força para se defender. Foi bárbaro”, relatou em entrevista à Itatiaia.

Ellys destacou que, mesmo trabalhando em cidades violentas, nunca havia se deparado com uma situação assim. “Um filho matar a mãe, nessa violência toda, nunca vi”, contou.

O sargento relatou, ainda, o momento em que a equipe da PM entrou no imóvel. Ellys descreveu que o local não estava bagunçado e que encontraram o homem sem camisa. “Não sabíamos o que estava acontecendo, se ele estava armado ou não, se estava vivo ou não; estava um silêncio. Avaliamos a situação e arrombamos a porta”, explicou.

Polícia Civil vai investigar o caso

A Polícia Civil informou, em nota, que a perícia compareceu ao local do crime para “identificar e coletar vestígios”, acrescentando que o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal dr André Roquette, onde será submetido a exames.

A instituição divulgou, ainda que irá investigar a causa e circunstâncias da morte.

  • Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, vítima decapitada pelo filho de 27, que tem esquizofrenia, com uma faca de cozinha, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte, foi morta durante a noite desse domingo e a madrugada desta segunda-feira (22).
  • O suspeito foi preso em flagrante no local do crime. A PMMG foi acionada por vizinhos que perceberam uma briga entre o filho e a mãe. Depois, ele foi levado ao hospital Odilon Behrens, também na Região Noroeste de BH.
  • A Polícia Civil investiga o caso.

A vítima

  • Em entrevista à Itatiaia, o irmão de Jussara descreveu a mulher como uma pessoa trabalhadora, comunicativa e dedicada aos filhos. “Minha irmã era super gente boa, popular, comunicativa, trabalhadora. Era mãezona, dava de tudo, dava a vida pelos filhos”, afirmou.
  • Ao falar sobre a relação entre Jussara e o filho suspeito do crime, o irmão se emocionou ao destacar o carinho que ela tinha por ele. “Nossa, ela amava. Amava a vida dele. Minha irmã proporcionou tudo para ele. Fez de tudo pelos filhos”, disse.
  • Agressão anterior

    • O irmão de Jussara contou, ainda, que, há cerca de duas semanas, um episódio de violência já havia dado sinais do perigo. O filho teria revirado a casa e trancado a mãe do lado de fora em uma noite fria. O irmão, ao chegar para socorrê-la, tentou acionar a polícia, mas foi impedido pela irmã, que queria proteger o filho.
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