Antônio Augusto Fonseca, de 17 anos, morreu nesta quinta-feira (9), em Minas Gerais, em decorrência de complicações causadas por uma pneumonia. O adolescente ficou paraplégico após ser atingido por um disparo efetuado pelo próprio patrão durante uma confraternização realizada em dezembro de 2024, em São Gotardo, no Alto Paranaíba.
Segundo familiares, o estado de saúde do jovem se agravou desde o episódio. Após o tiro, Antônio permaneceu 24 dias internado em um Centro de Terapia Intensiva (CTI) e enfrentou uma longa recuperação, marcada por infecções hospitalares e sucessivas complicações clínicas.
A advogada e amiga da família, Camila Dias, afirmou que o adolescente era saudável antes do ocorrido.
“Antes do Antônio cair nessa cadeira de rodas, ele não tinha problema de saúde. Ele montava cavalo, ganhava campeonatos de rodeio. Depois do tiro, nunca mais teve vida”, declarou.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 28 de dezembro de 2024, durante uma confraternização em uma propriedade rural. De acordo com as investigações, o patrão, que estaria embriagado, fez disparos para o alto. Um dos projéteis ricocheteou em uma estrutura metálica e atingiu o pescoço de Antônio, lesionando a coluna vertebral e provocando a paraplegia.
Após o disparo, o autor fugiu e permaneceu foragido por cinco dias. Ele foi preso posteriormente, ficou cerca de um mês e meio detido, mas foi colocado em liberdade e responde ao processo judicial.
A morte do adolescente gerou comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a responsabilidade no manuseio de armas de fogo, especialmente em ambientes de confraternização onde há consumo de bebidas alcoólicas.






