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• Minas Gerais entra em alerta de alto risco para avanço de doenças respiratórias, aponta Fiocruz

Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros classificados em alto risco para aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Enquanto a maior parte do país apresenta tendência de queda nas internações, o estado segue na contramão, com crescimento sustentado dos casos.

Além de Minas Gerais, também estão em situação de alerta Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a Fiocruz, o avanço está relacionado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos graves em crianças de até 2 anos. A influenza A também continua registrando elevada circulação no estado, mesmo após o período sazonal da gripe em boa parte do país. Já os casos graves provocados pela influenza B seguem em crescimento em Minas e em outros estados do Centro-Sul.

Em Belo Horizonte, a pressão sobre a rede pública de saúde já é percebida. A Secretaria Municipal de Saúde informou que o atendimento a adultos permanece em estado de alerta, conforme o plano de contingência. Somente até o dia 13 de julho, cerca de 29 mil atendimentos por doenças respiratórias foram registrados no mês. Em 2026, o número já ultrapassa 356 mil atendimentos nas UPAs e centros de saúde da capital.

A Fiocruz reforça que a população deve manter as medidas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, permanecer em casa em caso de sintomas gripais e utilizar máscara quando o isolamento não for possível. A instituição também destaca a importância de manter a vacinação contra a gripe em dia, especialmente entre os grupos prioritários.

De acordo com o boletim, as crianças menores de 2 anos continuam sendo o grupo com maior incidência de SRAG, enquanto os idosos com 65 anos ou mais concentram a maior taxa de mortalidade, principalmente em decorrência da influenza A.

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