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• Sargento suspeito de matar capitã da PM em BH alegou uso de ecstasy e sexo com espancamento

O sargento Eduardo, preso após a morte da esposa, a capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, afirmou à polícia que os dois consumiram bebidas alcoólicas e ecstasy antes de manterem relações sexuais com práticas de dominação e agressões físicas consensuais. Ela foi levada já morta ao Hospital Odilon Behrens na noite dessa segunda-feira (20/7).

Segundo o depoimento registrado pela Polícia Militar, o casal havia realizado uma confraternização na residência na noite anterior. Após a saída dos convidados, por volta das 5h, os dois teriam mantido relações sexuais envolvendo práticas de dominação e espancamento, conhecida como “spanking”.

Eduardo afirmou que esse tipo de prática era habitual no relacionamento, que durava aproximadamente oito anos, e que os atos realizados naquela ocasião foram gravados em vídeo. O sargento ainda declarou que “as práticas de violência física eram consensuais e frequentes durante o relacionamento, envolvendo agressões corporais, compressão do pescoço e atos de dominação”. 

Ainda conforme a versão apresentada pelo sargento, por volta do meio-dia Michele caiu enquanto descia uma escada da residência. Ele disse que ela sofreu um corte profundo na cabeça e lesões na boca, além de reclamar de tontura.

O militar afirmou que prestou auxílio à mulher, controlou o sangramento e a colocou para descansar. Segundo ele, Michele recusou atendimento médico por estar constrangida com o estado em que se encontrava após o consumo de drogas.

O sargento relatou que os dois dormiram por volta das 15h e que, ao acordar, às 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos. Ele então a levou ao Hospital Odilon Behrens.

A capitã chegou à unidade já morta. A equipe médica identificou traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo. A investigação apura se a versão apresentada pelo sargento é compatível com os ferimentos encontrados no corpo da vítima. Eduardo foi preso.

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