Renan de Lorena Rem de Jesus, de 32 anos, foi preso na terça-feira (21), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, após permanecer foragido por meses. Ele é acusado de matar a companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, e esconder o corpo da vítima dentro de uma geladeira em Rio das Ostras, no litoral do Rio de Janeiro.
O suspeito foi localizado em um quarto alugado no bairro Lagoa Dourada durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da Polícia Civil do Paraná.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo, Renan confessou o crime após a prisão. Ele afirmou que estrangulou Thaíssa durante uma discussão e, ao perceber que ela havia morrido, colocou o corpo dentro da geladeira.
Histórico de violência
O relacionamento entre Renan e Thaíssa durava cerca de cinco anos. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, havia registros anteriores de conflitos entre o casal, incluindo denúncias de cárcere privado quando eles viviam em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
O casal havia se mudado para Rio das Ostras cerca de três meses antes do crime. Thaíssa desapareceu em 30 de agosto de 2025 e foi encontrada morta no dia 3 de setembro pelo padrasto, que localizou o corpo dentro do eletrodoméstico na residência onde os dois moravam.

Durante o depoimento aos policiais, o suspeito afirmou estar arrependido pelo feminicídio.
Prisão após trabalho de inteligência
De acordo com o delegado Rodrigo Colombelli, Renan passou por diversas cidades antes de se estabelecer em Foz do Iguaçu. A localização do foragido foi resultado do compartilhamento de informações entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná.
As equipes realizaram dois dias de monitoramento para confirmar a presença do suspeito no imóvel. Quando os policiais entraram na residência, Renan tentou se identificar com um nome falso, mas acabou confessando o crime após ser confrontado com as provas reunidas pela investigação.
Durante o período em que esteve foragido, ele relatou que sobreviveu pedindo dinheiro nas ruas, realizando pequenos serviços de venda e trabalhando como servente de pedreiro.
Segundo o delegado, o proprietário do imóvel onde Renan estava escondido não teve participação no crime e alugou o quarto sem conhecimento da situação do foragido.
Após a prisão, Renan foi encaminhado à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) do Paraná. Ele será interrogado por videoconferência pela Polícia Civil do Rio de Janeiro antes de ser transferido para uma unidade prisional fluminense. O suspeito responderá pelo crime de feminicídio, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão.






