A escalada da violência contra as mulheres em Minas Gerais voltou a preocupar autoridades e especialistas após uma série de feminicídios registrados nos últimos dias. O estado já figura entre os que mais registram assassinatos de mulheres por razões de gênero no país, enquanto os casos de violência doméstica continuam em níveis elevados.
Levantamentos recentes apontam que, em média, sete mulheres são vítimas de feminicídio por semana em Minas Gerais, um cenário que evidencia a persistência da violência de gênero e reforça a necessidade de medidas de prevenção, proteção e combate aos agressores.
A preocupação aumentou após crimes de grande repercussão registrados nesta semana, entre eles o assassinato de uma capitã da Polícia Militar em Belo Horizonte. O principal suspeito é o marido da vítima, um sargento da corporação que, segundo informações divulgadas pela imprensa, já havia sido investigado anteriormente por denúncias de violência doméstica, embora os procedimentos tenham sido arquivados.

Os dados refletem um problema nacional. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou 399 vítimas de feminicídio, o maior número para o período desde o início da série histórica do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A média nacional é de quatro mulheres mortas por dia em crimes motivados pela condição de gênero.
Especialistas alertam que muitos feminicídios são precedidos por episódios de violência psicológica, ameaças, agressões físicas e descumprimento de medidas protetivas. Por isso, o fortalecimento da rede de proteção às vítimas e a denúncia precoce são considerados fundamentais para evitar novas mortes.






