O sistema prisional de Minas Gerais registrou a fuga de 13 detentos em um intervalo de apenas quatro dias, em episódios ocorridos em diferentes unidades do estado. Os casos reacenderam o debate sobre as condições de segurança dos presídios e levaram a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) a instaurar procedimentos internos para apurar as circunstâncias das evasões.
O caso de maior repercussão ocorreu na madrugada de segunda-feira (27), quando sete presos fugiram do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte. Segundo a Sejusp, os detentos abriram um buraco na cela e conseguiram transpor o muro da unidade. Logo após a fuga, parte dos foragidos foi recapturada, enquanto as forças de segurança mantiveram diligências para localizar os demais.
Somados a essa ocorrência, outros seis detentos escaparam de diferentes estabelecimentos prisionais mineiros nos dias seguintes, elevando para 13 o número de fugitivos em apenas quatro dias. As circunstâncias das fugas variam entre as unidades e são alvo de investigação pelas autoridades estaduais.

Em nota, a Sejusp informou que, além das buscas para recapturar os foragidos, foram instaurados procedimentos administrativos para apurar eventuais falhas e responsabilidades relacionadas aos episódios. A pasta também afirmou que as forças de segurança seguem atuando de forma ininterrupta para localizar os presos que permanecem foragidos.
As fugas voltaram a colocar em evidência desafios enfrentados pelo sistema prisional mineiro, como a superlotação de unidades e a necessidade de reforço nas medidas de vigilância e segurança.






