A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias da morte de um homem, de 26 anos, e de uma mulher, de 32, encontrados carbonizados dentro de um carro que saiu da pista e pegou fogo na MGC-135, em Pedras de Maria da Cruz, no Norte de Minas. O caso, inicialmente tratado como acidente de trânsito, passou a ser apurado como suspeita de feminicídio seguido de suicídio.
O veículo, um Volkswagen Gol, foi encontrado completamente destruído pelas chamas às margens da rodovia na noite de sábado (1º). Equipes do Corpo de Bombeiros localizaram os dois corpos carbonizados no interior do automóvel e acionaram a perícia da Polícia Civil.
As investigações ganharam um novo rumo após testemunhas relatarem que, horas antes do incêndio, o motorista teria atropelado a mulher de forma intencional após uma discussão. A Polícia Militar chegou a montar um cerco para localizar o suspeito, que fugiu por uma estrada vicinal e acessou a MGC-135, onde o carro foi encontrado incendiado cerca de 13 quilômetros depois. Ainda não se sabe se a saída da pista foi provocada deliberadamente ou se ocorreu em razão da alta velocidade durante a fuga.

O inquérito é conduzido pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Januária. Segundo a delegada Natália Moura, a principal linha de investigação é de feminicídio seguido de suicídio, mas a conclusão dependerá dos laudos periciais, depoimentos de testemunhas e demais diligências.
A mulher foi identificada como Maisa Almeida, mãe de dois filhos. Conforme moradores da cidade, o casal havia retornado de Brasília para Pedras de Maria da Cruz há cerca de um ano e meio e mantinha um relacionamento marcado por constantes desentendimentos. As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica do caso e confirmar as causas das mortes.






