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• Lula minimiza caso Marcola e diz: ‘Quem nunca pediu um empréstimo?’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou a crise envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do Palácio do Planalto e integrante da coordenação de sua campanha à reeleição. Em conversa com aliados no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (6), Lula afirmou que dará ao ex-assessor o benefício da presunção de inocência e questionou: “Quem nunca pediu um empréstimo?”.

Marcola deixou a coordenação da campanha presidencial na quarta-feira (5), depois que veio a público que ele recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger. Investigada pela Polícia Federal, Roberta é apontada como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e aparece em investigações relacionadas às fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O ex-assessor afirma que o dinheiro recebido de Roberta se tratou de um empréstimo pessoal e que o valor já foi quitado. Marcola também nega qualquer irregularidade e deixou a campanha para se dedicar à própria defesa e evitar que o episódio provoque desgaste político para Lula e para o PT.

A saída ocorreu poucas semanas depois de Marcola deixar a chefia de gabinete de Lula no Palácio do Planalto para integrar a equipe responsável pela campanha à reeleição do presidente. Ele atuava principalmente na organização da agenda e na coordenação das atividades eleitorais.

Segundo relatos divulgados sobre o caso, o presidente já havia sido informado sobre o empréstimo antes da saída do ex-assessor. Lula, entretanto, afirmou que não pretende condenar Marcola antecipadamente e defendeu que o ex-integrante de sua equipe tenha direito à presunção de inocência.

A empresária Roberta Luchsinger é alvo de investigação da Polícia Federal e aparece em apurações sobre possíveis relações com pessoas e empresas envolvidas no esquema de fraudes no INSS. As investigações ainda estão em andamento e não representam, por si só, uma condenação dos envolvidos.

O episódio ocorre em meio ao início da preparação da campanha presidencial de 2026 e cria um novo foco de pressão sobre a equipe de Lula. A saída de Marcola busca evitar que as suspeitas envolvendo o empréstimo contaminem a campanha à reeleição.

 

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