O salário mínimo deverá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo a nova projeção do governo federal. Se confirmado, o reajuste será de R$ 120, equivalente a 7,4%. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O valor, porém, ainda não é definitivo. O cálculo final dependerá do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2026. A legislação determina que o reajuste combine a inflação medida pelo INPC com um ganho real baseado no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, respeitando o limite de 2,5% para esse ganho.
Em 2025, o PIB brasileiro cresceu 2,3%, índice que serve de referência para o cálculo do reajuste de 2027. A projeção atual considera inflação de 4,93% para 2026. Caso a inflação efetivamente registrada seja diferente da estimada, o valor do salário mínimo também poderá mudar.

O aumento terá impacto direto sobre milhões de brasileiros. Segundo dados citados pelo governo com base no IBGE, cerca de 35% da população recebe o equivalente a um salário mínimo. A elevação também afeta benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial.
Para os trabalhadores e beneficiários que recebem o piso nacional, o reajuste acima da inflação representa aumento real do poder de compra, desde que as projeções sejam confirmadas. O governo estima que a diferença de R$ 120 possa colocar aproximadamente R$ 9 bilhões adicionais por mês em circulação na economia.
Por outro lado, a elevação também aumenta as despesas públicas, já que uma parcela significativa dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) está vinculada ao salário mínimo. O reajuste, portanto, terá efeitos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre o orçamento federal.
O valor definitivo do salário mínimo para 2027 deverá ser conhecido em dezembro, após a divulgação do INPC de novembro. Se a projeção atual for confirmada, o novo piso entrará em vigor em janeiro de 2027.






