O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta segunda-feira (31) a candidatura de Renan Santos, do partido Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, que havia retirado de pauta, no sábado (29), o julgamento do registro da chapa.
O caso envolve informações apresentadas pela campanha de Renan Santos sobre os perfis utilizados nas redes sociais. No registro encaminhado à Justiça Eleitoral em 7 de agosto, foram informados inicialmente apenas um perfil no X e um site. Posteriormente, em 19 de agosto, a campanha acrescentou outros 18 perfis.
Toffoli apontou a existência de “indícios de ilicitude” e decidiu suspender a candidatura para analisar as informações apresentadas posteriormente e os procedimentos adotados pela campanha.

A legislação eleitoral determina que os candidatos informem à Justiça Eleitoral as redes sociais utilizadas durante a campanha. Segundo o entendimento apresentado no processo, a utilização de contas não informadas no momento adequado pode gerar questionamentos sobre a regularidade da campanha.
Renan Santos reagiu à decisão e criticou a medida. Em declaração à Jovem Pan, afirmou: “É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo”.
A decisão ocorre durante o julgamento dos registros das candidaturas à Presidência para as eleições de outubro. O TSE recebeu 13 pedidos de registro para a disputa presidencial.
O processo envolvendo Renan Santos ainda deverá ter novos desdobramentos na Justiça Eleitoral.
Jovem Pan






