A diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, será submetida nesta segunda-feira (14) a um exame para avaliar sua condição de saúde mental. A perícia psiquiátrica foi confirmada neste domingo (13) pelo jornal O TEMPO.
Paola é suspeita de matar Cláudio e Maria Clotilde dentro do apartamento onde eles moravam. Segundo as investigações, após o crime, ela teria roubado objetos da residência das vítimas.
A realização do exame de insanidade mental foi solicitada pela defesa da diarista. O objetivo da perícia é avaliar se ela apresenta algum transtorno mental e, principalmente, se tinha capacidade de compreender o caráter dos atos atribuídos a ela.
Enquanto aguarda a realização do exame e a elaboração do laudo pericial, o processo principal permanece suspenso. A informação foi apresentada pelo juiz Alexandre Magno, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, ao detalhar a cronologia do caso.
A defesa também tenta conseguir a liberdade da acusada por meio de um habeas corpus. O pedido já recebeu uma decisão contrária em caráter liminar na segunda instância.
Os advogados Bruno Corrêa e Lucas Salmon argumentam que Paola é ré primária e possui bons antecedentes. A defesa sustenta ainda que o episódio seria um fato isolado na vida da investigada.

Ao analisar anteriormente o pedido de liberdade, o desembargador Valladares do Lago destacou a gravidade das acusações. Conforme registrado na decisão, o idoso Cláudio teria sofrido 43 lesões perfurocortantes, enquanto Maria Clotilde teria apresentado 15 lesões desse tipo.
Ainda segundo a decisão judicial, as vítimas também teriam sido submetidas a queimaduras térmicas ou químicas no rosto, tórax e membros, circunstâncias que levaram o magistrado a classificar o crime como de extrema brutalidade, com indicação de meio cruel e tortura.
O desembargador também mencionou que a investigação aponta que a suspeita já teria praticado crimes contra o patrimônio e que, em outros episódios, teria utilizado medicamentos com efeito sedativo, como o clonazepam, para reduzir a capacidade de resistência das vítimas.
A perícia desta segunda-feira será importante para determinar os próximos passos do processo. O resultado do exame poderá ajudar a Justiça a avaliar a condição mental da acusada e sua eventual responsabilidade pelos crimes investigados.
A defesa confirmou a realização da perícia e informou que mantém expectativa positiva em relação ao resultado do exame.
O caso segue sob investigação e tramitação na Justiça de Minas Gerais.






