Um homem colombiano, de 34 anos, conhecido como “Oscar Colombiano”, foi encontrado morto na terça-feira (29) em uma área de mata de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo estava em avançado estado de decomposição.
Segundo informações da Polícia Militar divulgadas pelo Estado de Minas, a vítima teria sido sequestrada e assassinada antes de ser deixada em uma região de mata conhecida como Capão, na Estrada do Rola-Moça. Três homens, de 18, 26 e 31 anos, e um adolescente de 16 anos foram identificados pela polícia como suspeitos de participação no crime. Até a conclusão da ocorrência, ninguém havia sido preso.
A vítima estava desaparecida desde a quinta-feira (24). Conforme o relato registrado pela PM, quatro pessoas teriam abordado o colombiano, levado o homem para um local isolado e fugido posteriormente com o veículo dele.
Ainda segundo a polícia, câmeras de segurança da residência da vítima teriam sido danificadas antes do desaparecimento, e o aplicativo de monitoramento do celular teria sido apagado.
A mulher da vítima relatou aos policiais que, ao ligar para o marido após o desaparecimento, uma mulher atendeu o telefone e afirmou que homens ligados ao tráfico haviam levado o colombiano. Segundo o relato, ele teria sido proibido de atuar como agiota naquela região.

Polícia apura possível motivação
De acordo com informações recebidas pela Polícia Militar, uma das linhas de investigação considera que a atuação da vítima como agiota no bairro Morada da Serra poderia ter provocado conflitos com traficantes da região.
A PM também registrou uma informação sobre uma cobrança de dívida que teria agravado o conflito. As circunstâncias e a motivação do homicídio, entretanto, ainda serão investigadas pela Polícia Civil.
Durante os trabalhos periciais, foram identificadas três perfurações nas costas da vítima. Inicialmente, não foi possível determinar se os ferimentos foram provocados por arma de fogo ou arma branca. Um canivete e R$ 68 foram encontrados nas proximidades do corpo.
O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), e o caso permanece sob investigação da Polícia Civil.
Fonte: Estado de Minas.






