Uma mulher de 45 anos está internada em estado grave após ser violentamente agredida pelo companheiro, de 27 anos, na noite de terça-feira, 20 de outubro, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte. A vítima sofreu uma grave lesão na região cervical e corre risco de ficar com sequelas permanentes.
Segundo informações divulgadas pela Rádio Itatiaia, familiares relataram que a mulher apresentava dificuldades para movimentar os membros e não conseguia sentir os braços e as pernas após as agressões. Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital João XXIII, onde deveria passar por uma cirurgia.
Familiares relatam violência e comportamento controlador
De acordo com relatos de familiares, o suspeito teria agredido a companheira com violência, atingindo principalmente a cabeça e o pescoço. Entre as agressões relatadas estão tentativas de sufocamento e movimentos que teriam provocado a grave lesão na coluna cervical.
A sobrinha da vítima contou que encontrou a tia gravemente ferida após ser alertada por uma vizinha. Segundo os relatos, o agressor só teria interrompido as agressões depois que a mulher desmaiou.
Familiares também afirmaram que a vítima já teria sofrido episódios anteriores de violência doméstica. A filha relatou que o relacionamento, iniciado havia cerca de nove meses, era marcado por ciúmes, possessividade e controle por parte do companheiro.
Ainda conforme a família, a mulher costumava esconder as agressões e minimizar situações que despertavam preocupação entre parentes e amigos.

Suspeito fugiu após as agressões
Após o episódio, o homem deixou o local. Conforme os familiares, ele teria retornado à região na manhã seguinte e tentado buscar documentos, aumentando o temor de que pudesse voltar a ameaçar a vítima ou outras pessoas da família.
Até a última atualização das informações divulgadas pela Itatiaia, o suspeito não havia sido localizado. O caso foi registrado e deverá ser investigado pelas autoridades policiais.
Como denunciar violência contra a mulher
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona gratuitamente, 24 horas por dia. Em situações de emergência ou perigo imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.
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