Seja bem vindo, hoje é 25 de outubro de 2026

Parceiros do Rede Repórter

• Minas Gerais reconhece modos tradicionais de produção da cachaça de alambique como patrimônio cultural

Os métodos tradicionais de produção da cachaça de alambique foram reconhecidos como patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. A decisão foi aprovada na quinta-feira (22) pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), durante reunião realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

O reconhecimento busca preservar os conhecimentos e as técnicas que atravessam gerações, além de ampliar a visibilidade dos produtores rurais que mantêm viva essa tradição no estado.

A medida também representa uma oportunidade para valorizar a atividade artesanal, que reúne história, cultura, trabalho familiar e desenvolvimento econômico em diferentes regiões mineiras.

Minas lidera a produção nacional

Minas Gerais ocupa posição de destaque na produção brasileira de cachaça de alambique. Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) apontam uma produção estimada em 13,5 milhões de litros por ano e 630 alambiques registrados.

De acordo com o Anuário da Cachaça 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o estado concentra 36,7% dos estabelecimentos formais do setor no país.

A cadeia produtiva também apresenta diversidade de marcas e produtos. Minas Gerais contabiliza 2.922 produtos registrados e 4.043 marcas comerciais, números que demonstram a dimensão da atividade no território mineiro. 

Tradição transmitida entre gerações

O registro como patrimônio imaterial reconhece não apenas a bebida, mas os conhecimentos envolvidos em sua produção. São práticas que incluem o processamento da cana-de-açúcar, as técnicas de fabricação e os saberes desenvolvidos e aperfeiçoados ao longo do tempo.

Para o governo estadual, a iniciativa pode contribuir para a preservação desses conhecimentos e para a valorização de produtores, inclusive daqueles que ainda não estão formalizados nos registros oficiais.

O reconhecimento também fortalece a identidade cultural associada à cachaça mineira e cria oportunidades para ampliar sua presença nos mercados nacional e internacional..

Salinas se destaca entre os municípios produtores

No Norte de Minas, Salinas é uma das principais referências da produção de cachaça artesanal. Segundo os dados divulgados na reportagem da Itatiaia, o município reúne 27 estabelecimentos formalizados e 319 produtos registrados.

Outras cidades mineiras também apresentam presença expressiva de alambiques, entre elas Alto Rio Doce, Rio Espera, Córrego Fundo e Lamim.

A atividade movimenta economias locais, gera trabalho no campo e contribui para o turismo ligado à gastronomia e às tradições regionais. 

Reconhecimento integra política de preservação cultural

A decisão sobre a cachaça foi aprovada na mesma reunião em que o Conep reconheceu as Expressões do Samba em Minas Gerais como patrimônio cultural imaterial e aprovou o tombamento da Casa de Dona Beja, em Araxá.

As medidas integram ações de preservação de manifestações culturais, conhecimentos tradicionais e referências históricas que fazem parte da identidade mineira.

Fonte: Rádio Itatiaia e Governo de Minas Gerais.

Parceiros do Rede Repórter