Um adolescente de 15 anos foi apreendido no Espírito Santo, suspeito de espancar, torturar e estuprar a namorada, de 14 anos, durante uma transmissão ao vivo pela internet. Segundo a Polícia Civil, mais de 300 pessoas teriam acompanhado as agressões em tempo real.
A apreensão ocorreu em 8 de outubro, mas o caso foi divulgado pelas autoridades na segunda-feira (26). As investigações começaram após a polícia receber um relatório técnico do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o episódio. <Cite refs={[“turn575044news0″,”turn575044news5”]}/>
De acordo com o delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o adolescente teria ido à residência da jovem quando ela estava sozinha, pulado o muro do imóvel, amarrado a vítima e cometido as agressões enquanto transmitia as imagens pelo aplicativo Root.
Suspeito teria alegado suposta traição
Conforme o relato apresentado à polícia, o adolescente afirmou que teria cometido as agressões por acreditar que a namorada o havia traído.
Ainda segundo o delegado, o jovem também admitiu ter pensado em retornar à casa da vítima para matá-la. A intervenção policial, conforme as autoridades, impediu que o plano pudesse ser executado.
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão domiciliar e de internação do adolescente, medida aplicada a menores de idade no âmbito da Justiça da Infância e da Juventude.

Investigação alcança grupo virtual
As apurações indicam que os adolescentes participavam de uma comunidade digital na qual eram compartilhados conteúdos relacionados a práticas violentas, incluindo tortura, automutilação e exploração sexual infantil.
Segundo a Polícia Civil, entre sete e nove pessoas exerceriam funções de coordenação ou comando no grupo em que ocorreu a transmissão.
As autoridades investigam a possível participação de outros integrantes, incluindo pessoas que teriam organizado ou acompanhado a transmissão. A eventual responsabilização dependerá da conduta individual e das provas reunidas.
Polícia alerta para segurança de crianças e adolescentes na internet
Durante a divulgação do caso, representantes da Polícia Civil do Espírito Santo ressaltaram a importância da participação de pais, responsáveis e escolas na identificação de sinais de violência e de envolvimento de jovens em comunidades virtuais perigosas.
A orientação é manter diálogo frequente com crianças e adolescentes, acompanhar o uso de aplicativos e procurar ajuda diante de ameaças, comportamentos violentos ou exposição a conteúdos criminosos.






