Um hospital de Montes Claros, no Norte de Minas, foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais a uma mulher que teve uma gaze esquecida no abdômen durante uma cirurgia cesariana. A paciente conviveu com dores intensas, náuseas e desconforto por 11 meses, até que exames identificaram a presença do material em seu organismo.
A decisão foi mantida pela 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Além da indenização por danos morais, a instituição deverá ressarcir R$ 630 referentes aos gastos com uma tomografia computadorizada.
O caso aconteceu em agosto de 2022, quando a mulher deu à luz na maternidade da Santa Casa de Montes Claros, administrada pela Irmandade Nossa Senhora das Mercês.
Segundo informações do processo, a equipe médica identificou uma divergência na contagem das compressas utilizadas durante a cesariana. Mesmo diante da diferença, a paciente recebeu alta após passar por um exame de raio-X, sem investigação complementar para esclarecer o desaparecimento do material.

Gaze provocou processo inflamatório
Nos meses seguintes ao parto, a mulher começou a apresentar dores abdominais persistentes, náuseas e outros desconfortos. Somente 11 meses depois, exames de imagem identificaram um corpo estranho na cavidade abdominal, envolvido por um processo inflamatório.
A descoberta exigiu uma nova intervenção cirúrgica para a retirada da gaze.
Fonte: Hoje em Dia






