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• André Mendonça vê risco de obstrução em medida sobre delegados da PF

O ministro do STF André Mendonça manifestou preocupação com a possibilidade de que a determinação do Ministério da Justiça para o retorno de policiais federais cedidos a outros órgãos alcance também os delegados da Polícia Federal que atuam no Supremo Tribunal Federal. Segundo relatos publicados pela imprensa neste domingo (6), Mendonça teria alertado integrantes do governo de que uma eventual retirada desses servidores durante investigações em andamento poderia ser interpretada como tentativa de obstrução de Justiça.

A discussão surgiu após o Ministério da Justiça iniciar um processo de revisão das cessões de policiais federais, com o objetivo declarado de recompor o efetivo da corporação para fortalecer o combate ao crime organizado. Mais de cem policiais cedidos a diferentes órgãos públicos já foram convocados a retornar às suas funções originais.

Atualmente, quatro delegados da Polícia Federal atuam em gabinetes do STF: dois no gabinete de André Mendonça, um no de Luiz Fux e outro no de Alexandre de Moraes. Esses policiais auxiliam em investigações consideradas sensíveis, incluindo apurações relacionadas ao chamado “caso Master” e às fraudes no INSS sob relatoria de Mendonça.

Segundo as reportagens, a avaliação de Mendonça é que a substituição ou retirada desses delegados poderia afetar a continuidade das investigações e gerar questionamentos sobre eventual interferência política. Até o momento, porém, o STF não recebeu qualquer determinação formal para devolver os delegados cedidos, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a situação específica dos servidores lotados no Supremo ainda está sendo analisada pelo Ministério da Justiça.

Em resumo:

  • O governo determinou o retorno de policiais federais cedidos a diversos órgãos.
  • O STF, até agora, não foi incluído formalmente nessa medida.
  • André Mendonça argumenta que uma eventual retirada dos delegados que atuam em investigações sob sua relatoria poderia ser interpretada como obstrução ou interferência indevida.
  • O Ministério da Justiça e a direção da PF afirmam que ainda não há decisão definitiva sobre os delegados cedidos ao Supremo
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