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• Após confusão, Conselho de Ética da Câmara cassa mandato de Glauber Braga do PSOL

Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) o relatório que propõe a cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por agressão a um militante do MBL (Movimento Brasil Livre). Ainda cabe recurso da decisão. Agora, o processo contra o deputado será votado pelo plenário da Câmara, mas ainda não há data para que isso ocorra.

O colegiado aprovou o parecer por um placar de 13 a 5, em uma sessão que começou com atraso e contou com uma série de manifestações de apoiadores de Glauber. Também houve bate-boca e tumulto ao longo da sessão.

Deputados aliados e a defesa do parlamentar questionaram o relatório apresentado na última semana por Paulo Magalhães (PSD-BA), em destaque à punição escolhida contra o parlamentar. Parlamentares também anunciaram que vão protocolar processos contra a conduta de outros deputados da Casa.

Logo no início da sessão, o advogado de Glauber pediu por uma troca na relatoria, mas o pedido não foi atendido. Aliados também pediram para que a votação ficasse para a próxima semana, mas não houve adiamento.

Pelo relatório apresentado no Conselho de Ética, o deputado Magalhães considerou que Glauber Braga cometeu desvio de conduta na agressão ao integrante do MBL Gabriel Costenaro.

“Diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que o representado extrapolou os direitos inerentes ao mandato, abusando, assim, das prerrogativas que possui”, diz trecho da posição, que foi seguida por parlamentares.

Ao longo da análise do processo no Conselho de Ética, Glauber afirmou que agiu em legítima defesa. Ele apresentou vídeos mostrando abordagens anteriores de Costenaro em reuniões no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro.

No mesmo dia da apresentação do relatório, Glauber afirmou estar “tranquilo” com a proposta apresentada, mas também se disse “evidentemente indignado”.

Como próximos passos, o deputado afirmou que vai recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Além disso, anunciou uma greve de fome e que ficará nas dependências da Câmara até o fim do processo. A bancada do PSOL deve aderir ao protesto.

Confusão

Durante a sessão, houve críticas à atuação do presidente do conselho, deputado Leur Lomanto (União-BA), que encerrou as discussões sobre o assunto com a aprovação de um requerimento do deputado Fabio Costa (PP-AL).

A ala defensora de Glauber alega que Lomanto encerrou as discussões com parlamentares ainda inscritos para falar. Durante esse período, alguns manifestantes foram retirados do plenário do colegiado.

Outro ponto criticado foi a demora para a abertura da Ordem do Dia do plenário que, em geral, costuma ser iniciada entre 16h e 17h. A líder do PSOL na Casa, deputada Talíria Petroni (PSOL-RJ), disse ter enviado mensagens e ligado para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), cobrando explicações, mas que não foi atendida.

R7

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