Familiares procuram por Alice Vitória Ribeiro Duarte, de 6 anos, que não é vista há quase um ano, após a avó paterna levá-la para passar as férias escolares. Os pais relatam que tentam contato com a mulher, mas não têm as chamadas nem as mensagens respondidas. Eles também afirmam que não a encontraram nos endereços ligados a ela em Belo Horizonte e região.
A menina foi buscada pela avó em 20 de dezembro de 2025, no bairro Novo Progresso, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após a mulher procurar a mãe da criança, Carla Duarte. “Ela me pediu para levar a Alice para passear e passar as festas de fim de ano. Não fui contra porque achei importante que ela tivesse esses momentos com a avó”, relata a mãe.
Carla conta que a mulher passou a apresentar “comportamentos diferentes”, deixando de atender ligações e demorando para responder mensagens. “Eu iniciava as conversas, mas ela demorava muito para retornar. Então, pedi que trouxesse minha filha de volta.”
Segundo a mãe, a avó justificou que levaria a neta para casa após o Carnaval, a tempo do início do ano letivo na escola em que a criança estava matriculada. “Ela não cumpriu o combinado. Quando questionei novamente, disse que tinha feito a inscrição da Alice em uma aula de balé no Centro de Belo Horizonte. Dias depois, fui informada de que ela havia entrado com um pedido de guarda na Justiça”, afirma Carla.
Após o episódio, a relação entre as duas piorou. “Procurei questionar o motivo, pois sempre tivemos uma boa relação, mesmo após o fim do meu relacionamento com o filho dela. Ela justificou apenas que precisava dos documentos da Alice, sem entrar em detalhes, e passou a apagar as mensagens que me enviava”, acrescenta a mãe.

Buscas e histórico familiar
O pai da criança, o autônomo Matheus Pereira, de 30 anos, relata ter procurado a filha em diversos endereços ligados à mãe dele. “Procurei por todos os lugares possíveis. Ela não atende, não responde e não nos deixa ver a Alice nem por chamada de vídeo”, afirma.
Pereira conta que foi criado pelos avós a partir dos 2 anos de idade e que não manteve convívio com a mãe durante a infância e a adolescência. “Só passamos a nos comunicar depois que me tornei adulto. Nem a considero como mãe”, relata.
Registros na polícia e apelo da família
Os pais de Alice registraram boletins de ocorrência em março e nesta segunda-feira (20/10). Segundo a família, o caso não foi divulgado anteriormente por orientação de advogados.
“Chegou a um ponto em que decidimos expor a situação para tentar encerrar essa angústia. É o meu último recurso. Desde o sumiço da Alice, passei a ter crises de ansiedade. O que me mantém de pé são os meus outros dois filhos, que também precisam de mim”, desabafa Carla.
O pai também relata o impacto emocional do afastamento, que se intensifica em datas comemorativas, como o Dia dos Pais e o aniversário da filha. “É muito difícil o que estamos vivendo. Ao mesmo tempo em que tento pensar que ela está bem, fico preocupado. Não sei se minha filha está viva. É uma dor insuportável”, lamenta.
Como denunciar
Quem tiver qualquer informação que ajude a localizar a criança pode entrar em contato com o Disque Denúncia Unificado pelos telefones 181 ou 0800-2828-197. O sigilo e o anonimato são garantidos.
A Polícia Civil foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o andamento das investigações. A reportagem aguarda retorno.
Fonte: O TEMPO






