Criminosos estão desmontando, em média, um veículo a cada duas horas em Minas Gerais, segundo dados das forças de segurança do estado. O destino dos automóveis furtados ou roubados é, na maioria dos casos, o mercado clandestino de peças, que alimenta oficinas e comércios irregulares.
De acordo com o levantamento, milhares de veículos são alvo de quadrilhas especializadas que atuam na subtração, desmanche e comercialização ilegal de componentes automotivos. A prática gera prejuízos financeiros às vítimas e dificulta a recuperação dos veículos, que muitas vezes são completamente desmontados poucas horas após o crime.
As investigações apontam que os criminosos escolhem principalmente modelos com maior circulação no mercado, já que as peças têm alta procura e são vendidas por valores abaixo dos praticados em estabelecimentos legalizados.

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Além da repressão aos furtos e roubos, a Polícia Civil intensifica operações para identificar desmanches clandestinos e empresas que comercializam peças de origem ilícita. Durante as ações, veículos adulterados, motores, câmbios e diversos componentes sem comprovação de procedência são apreendidos.
As autoridades também orientam consumidores e proprietários de oficinas a exigir nota fiscal e verificar a procedência das peças antes da compra. A aquisição de componentes de origem ilegal fortalece a atuação das organizações criminosas e pode configurar receptação, crime previsto no Código Penal.
A recomendação é que proprietários reforcem medidas de segurança, como estacionar em locais monitorados, utilizar dispositivos de rastreamento e comunicar imediatamente qualquer furto ou roubo às autoridades.





