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• Barragem da Vale em Mariana tem risco elevado pela ANM sete meses após descaracterização

A barragem Campo Grande, da Vale, em Mariana, na região Central de Minas Gerais, teve a Categoria de Risco (CRI) elevada de baixa para média pela Agência Nacional de Mineração (ANM). A alteração ocorreu sete meses após a mineradora anunciar a conclusão das obras de descaracterização da estrutura.

Segundo a ANM, a mudança ocorreu após uma fiscalização identificar alterações no estado de conservação dos taludes e a necessidade de revegetação. Também foi constatado assoreamento em alguns dispositivos de drenagem superficial. A agência, porém, informou que as ocorrências não estão associadas a um potencial comprometimento da segurança da estrutura.

A Vale foi notificada para realizar medidas corretivas. Em inspeção realizada em julho, a própria empresa informou à ANM que as intervenções já estavam em andamento.

Em nota, a Vale afirmou que a estrutura permanece estável e segura, sem qualquer nível de alerta ou emergência. A empresa também destacou que a categoria de risco pode apresentar pequenas variações em razão de ações rotineiras de manutenção e que a barragem é monitorada 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico.

Estrutura tem 94 metros de altura

Construída em 1998, a Campo Grande possui 94 metros de altura, equivalente a um prédio de aproximadamente 30 andares, e um reservatório com capacidade de 20,1 milhões de metros cúbicos.

No Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), a estrutura é classificada como de alto dano potencial, o que significa que uma eventual ruptura ou falha grave poderia provocar consequências significativas para a população, o meio ambiente e a economia.

A barragem foi construída pelo método de alteamento a montante, o mesmo utilizado nas estruturas que romperam em Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019.

A descaracterização da Campo Grande incluiu a retirada do alteamento a montante, a reconfiguração da estrutura, a construção de reforços, a impermeabilização e adequações no sistema de drenagem. Mesmo após a conclusão das obras, a estrutura permanece sob monitoramento.

A ANM determina que, após a descaracterização, o acompanhamento permaneça ativo por pelo menos dois anos. Em Minas Gerais, atualmente, há 22 barragens classificadas em categoria de risco alta, 11 em categoria média e 158 em categoria baixa, segundo a agência.

Fonte: O Tempo

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