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• Brasil registra 66 mil novos processos por erros cirúrgicos em 2025

O Brasil registrou 66 mil novos processos judiciais motivados por erros cirúrgicos entre 1º de janeiro e 30 de novembro de 2025. Os dados, coletados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que o volume de ações mantém o patamar crítico observado no ano anterior, quando o Judiciário contabilizou 68.203 processos desta natureza.

As novas ações abrangem procedimentos de diversas especialidades, englobando tanto cirurgias gerais de urgência quanto intervenções eletivas. Entre os episódios relatados nos processos, figuram falhas graves de segurança hospitalar, como procedimentos realizados no paciente errado ou em locais do corpo distintos dos previstos, além da retenção não intencional de materiais cirúrgicos após o fechamento das incisões.

Danos morais e materiais na saúde

Além dos erros técnicos em centro cirúrgico, o levantamento do CNJ aponta um cenário amplo de judicialização no setor de saúde. No mesmo período de 2025, foram abertos 91.391 processos por danos materiais e morais relacionados à prestação de serviços médicos e hospitalares em todo o território nacional.

A rede privada de saúde concentra a maior parte dessas contestações jurídicas, respondendo por 70.276 ações. Já o sistema público de saúde (SUS) é alvo de 21.115 novos processos no acumulado de onze meses deste ano. Os números evidenciam uma pressão contínua sobre os tribunais para mediar conflitos entre pacientes e instituições de saúde.

Cenário crítico no estado de São Paulo

Dono da maior rede hospitalar do país, o estado de São Paulo reflete a tendência nacional com números elevados de judicialização. Até o fim de novembro de 2025, a Justiça paulista recebeu 5.021 novos processos especificamente por erros cometidos durante cirurgias.

No que diz respeito ao atendimento geral, o estado registrou 10.592 ações por danos morais e materiais vinculados a serviços de saúde. Os dados reforçam o alerta sobre a segurança do paciente e a qualidade dos protocolos adotados nas unidades hospitalares públicas e privadas do estado.

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